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Abrir caminho à introdução da figura do diretor desportivo no hóquei em patins, à semelhança de outras modalidades, é uma das motivações de Pedro Nunes ao aceitar o convite do Parede FC para se converter, hoje, em coordenador técnico do clube da II Divisão a tentar a subida.
A figura do coordenador técnico ou diretor desportivo faz todo o sentido no desporto atual e o hóquei em patins tem de dar esse passo”, justifica Pedro Nunes, afastado do trabalho nos clubes desde a saída do Benfica, em dezembro de 2018. Mas o também selecionador de Moçambique frisa que esta função “não é o fim da linha como treinador”. Reforça que recebeu “vários convites para regressar às pistas, mas nada nem ninguém” conseguiu motivá-lo. “Continuo a ter objetivos, mas é possibilidade fora de hipótese neste momento. Para já, serei o braço direito do treinador Pedro Gonçalves e tudo farei para que continue por muitos anos”, diz.
Fazer a ponte entre a parte técnica e a Direção liderada por João Salgado, apoiando-a nas decisões”, é como Pedro Nunes antecipa a função de coordenador. “Cada vez mais queremos profissionalismo na modalidade, que não tem a ver com obter um rendimento, mas sim como estamos e desempenhamos funções”.
No caso do Parede FC, o projeto desportivo “não é um vazio e existe há nove anos”. A subida e “consolidação” na I Divisão são os próximos passos. Contudo, Pedro Nunes continua um crítico da liguilha para decidir promoções e descidas neste ano e garante que “não mudará de opinião pelo facto de representar o Parede FC”, 2.º classificado na Zona Sul e candidato a essa decisão. “O clube olhará para essa possibilidade com toda a seriedade, mas a subida nesta época não é meta. Há grande risco de se hipotecar o futuro. Não podemos jogar em dois tabuleiros [preparar equipa de I Divisão sem saber se garante o escalão] quando envolve acréscimo de 40 ou 50 mil euros. Temos de ser realistas”.

Fonte/Foto- Jornal “A Bola” * Texto – Gabriela Melo

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