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Terronia

FPP

É até ao próximo dia 18 deste mês que a Federação de Patinagem de Portugal decide como termina o Nacional da I Divisão. Sem campeão nacional, já se sabe, e ainda sem certezas quanto à cauda da tabela, em risco de despromoção, para desespero dos treinadores de Paço de Arcos, HC Os Tigres e Física, para quem é importante não só o desfecho escolhido como também o timing.


O cancelamento do Nacional da I Divisão como está - à semelhança das soluções adotadas em Itália ou Suíça -, ou com alargamento do número de participantes resultante de liguillas entre os últimos classificados e os primeiros da II, em setembro, ou apenas ao nível deste último escalão, são hipóteses. Mas os candidatos à descida opõem-se a este mini campeonato. «Não é decisão fácil por parte da federação», diz o treinador da Física, André Gil.

A liguilla tem sido debatida em fóruns e conversas com treinadores parados devido à pandemia e têm sido apontados argumentos financeiros e desportivos relativamente às equipas, dos quais alguns desagradam ao técnico da Física pelo estigma em relação ao 14.º classificado, com cinco pontos. «É certo que talvez não assegurássemos a manutenção, mas as circunstâncias são excecionais e se não há campeão também não deveria haver descidas. É a única exceção no comunicado conjunto das federações», lembra André Gil sobre a decisão conjunta das modalidades de pavilhão de cancelarem as competições.

Também é certo que a pandemia parou a I Divisão à 19.ª de 26 jornadas com o Paço de Arcos a um ponto da manutenção, recuperável em circunstâncias normais. Há um ano ocupava o atual 12.º lugar, também a sete jornadas do fim do campeonato, que acabou em 7.º.


A «verdade desportiva» é igualmente questionada por André Gil quando a liguilla de setembro, que «serve para fechar este campeonato», obrigará as equipas a jogar com os próximos plantéis e não com os atuais. Prolongando ainda a indefinição sobre a divisão na qual competirão em 2020/21 e qual o projeto desportivo a construir em conformidade. André Gil confirma que «será mais difícil captar jogadores e patrocínios» nessas circunstâncias e reforça os argumentos financeiros com a opinião de que a liguilla também aumentará os custos das equipas em tempos de crise. Obrigará estes clubes a iniciar a época em agosto e a gastar mais com jogadores e jogos.


Acima de tudo, André Gil e os congéneres de Paço de Arcos, Luís Duarte, e HC Os Tigres, André Luís, anseiam por decisão célere da federação. «Quanto mais rapidamente soubermos, mais facilmente poderemos preparar a época», remata Luís Duarte.

fonte:abola.pt

pluri cab essencial J