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ANDRÉ LUIS COELHO

André Luís é o novo rosto de um HC “Os Tigres” que se quer afirmar novamente no panorama nacional do hóquei.
Depois de alguns anos na ribalta, ultimas épocas de menor fulgor, com a direcção a querer inverter o rumo das coisas.
Para isso apostou em André Luís, que fez toda a sua carreira, como jogador e técnico no HC Turquel.
É a sua estreia, não só como treinador principal de uma equipa sénior, como o vestir uma camisola que não a dos “Brutus dos Queixos”.
Fomos “apalpar” o pulso a este jovem técnico que terminou à pouco o Nível III de treinador de HP, e tem aqui uma prova de fogo, num Clube e numa cidade que vive de forma especial o hóquei em patins.
As ambições, as dúvidas, a vontade de mostrar que tem “arcaboiço” para a coisa, mas o que fica claro nesta conversa é o otimismo e a confiança de um Homem que sabe o que quer e sabe para onde quer ir.

Plurisports -Um projeto novo, uma realidade totalmente nova para ti, que pela primeira vez sais do teu “habitat natural”. Como é sair dessa zona, podemos mesmo dizer, de conforto?
André Luís [AL] – Foi uma decisão bem ponderada e maturada que assentou fundamentalmente em duas ideias. A primeira, na vontade demonstrada pela direção dos Tigres em me quererem para assumir um projeto aliciante e ambicioso. A segunda, na preparação e investimento pessoal que fiz principalmente nos últimos três anos, na minha carreira de treinador, que me permitiu assumir o desafio de forma responsável, cuidada, e sem criar falsas expetativas aos que me seguirão. Mentiria se dissesse que “cortar o cordão” que me ligava umbilicalmente ao Hóquei Clube de Turquel foi fácil, longe disso, mas atempadamente as coisas foram faladas e quem de direito percebeu os propósitos que fui transmitindo, sendo que tudo foi feito de forma a que nada nem ninguém saíssem melindrados no processo da minha ida para Almeirim.

P - Vais abraçar um projeto ambicioso, num clube e numa cidade que vive muito o hóquei! Responsabilidade acrescida…concordas?
AL – Sem dúvida alguma, gosto desse acréscimo de responsabilidade e sinto sempre que é algo que nos fará crescer. Vendo as coisas de fora, como adepto ou adversário, percebemos um pouco a grandeza da cidade, do clube, dos adeptos e das gentes de Almeirim, mas só quando nos deparamos com a realidade, estando dentro dela, é que vemos realmente o valor e o potencial que todos estes fatores, mesclados, podem ter para subirmos patamares. É importante que todos contribuam para que o clube e, no nosso caso particular, para que o Hóquei em Patins Sénior possa crescer de forma sustentada n’Os Tigres, mudando mentalidades a todos os níveis.

P - Acabaste agora o Nível 3 do Curso de Treinadores, estás com as habilitações máximas, na modalidade. Achas que esse patamar alcançado te dá mais confiança no trabalho que terás pela frente?
AL – Antes de mais referir que terminei este ano o Estágio, equivalente ao 2º ano do Curso de Nível 3 de Treinador de Hóquei em Patins, e neste momento estou à espera de receber a nota final do curso que conto saber ainda antes do fim deste mês de agosto de 2018. Sinto que o patamar me traz sim maior responsabilidade, a confiança sempre esteve cá e mesmo só tendo o nível 2 já me sentia preparado. Tenho lacunas em alguns pontos que pretendo corrigir diariamente, acredito muito no que faço e no caminho que sigo, tentando sempre “recolher” os bons exemplos daquilo que é produzido a nível nacional e internacional, de forma a exponenciar ainda mais o meu trabalho. Com a ajuda do Rui Oliveira, um homem da casa que me vai coadjuvar, e dos restantes membros da estrutura, espero que consigamos ter sucesso. Mas a questão do nível de treinador é falaciosa e não “baliza” a competência nem a qualidade do treinador. Temos exemplos concretos disso mesmo em Portugal e na 1ª Divisão, onde há treinadores sem Nível 3 (nível mínimo obrigatório) com uma capacidade acima da média para o cargo a liderarem as equipas e o contrário também se aplica, pelo que o nível é, entre outras coisas, um "proforma”. Para potenciarem o seu conhecimento e as suas aprendizagens os treinadores têm de falar, partilhar informação, sentarem-se à mesma mesa e “trocarem” ideias, saindo da sua “bolha”. Em Portugal há muita resistência a isso! Aquilo que a consecução do Curso de Nível 3 me trouxe como mais valia na realidade foi mesmo essa partilha! No que me diz respeito estou sempre pronto a ajudar outros treinadores e a aprender com eles.

21463261 1524351540944001 2887643214406677719 nP - O HC “Os Tigres” reforçou-se muito e em bem… pelo menos é essa a ideia que dá! Jogadores ( por exemplo, Paulo Passos, Xavier Lourenço, que vêm reforçar a equipa e Anderson Luís que já estavam no clube) que conheces bem da cantera do HC Turquel. Importante esse facto para o trabalho que queres desenvolver?
AL – Sim, importante, mas não decisivo! Por um lado, é importante porque já me conhecem e sabem muito do que pretendo, ainda que qualquer um dos atletas que referiste já não trabalhe comigo há mais de duas épocas e neste intervalo de tempo, até aos dias de hoje, a minha conceção de trabalho e os meus métodos mudaram muito. Não é decisivo…porque o fundamental será a sua entrega, o seu espírito para abraçar a causa e a capacidade que qualquer um deles terá em se tornar uma “esponja”, no sentido de absorver tudo o que pretendermos. Isso tudo aliado à sua qualidade individual, exponenciada no coletivo, fará o resto! Um atleta que trabalhe connosco e não consiga colocar em rinque aquilo que trabalhamos diariamente terá mais dificuldades em ter minutos, independentemente do seu nome, valor ou estatuto, pois o “nós” irá sobrepor-se sempre ao “eu”.

P - Um plantel muito remodelado, mas mais do que isso, com muitos jogadores com experiência de 1ª Divisão. Filipe Bernardino (ex - HCP Grândola) é o exemplo disso. Um regresso a Almeirim, que a juntar aos outros, coloca a fasquia bem alta. O HC “Os Tigres” é, na tua opinião, um candidato à subida?
AL – Sinto claramente que podemos lutar pela subida, ainda que o que nos tem sido pedido desde o início foi que colocássemos Os Tigres a lutar pelos lugares cimeiros da classificação, invertendo a tendência das últimas duas épocas, em que o espectro da descida à 3ª Divisão esteve sempre muito perto, e é isso que vamos tentar fazer. Na 2ª Divisão o equilíbrio é tanto que na temporada que findou Os Tigres ficaram um lugar acima da linha de água, com 32 pontos somados, a apenas 9 pontos do Alenquer que foi 6º com 41 pontos. São 3 vitórias de diferença, pelo que se melhorarmos o registo podemos facilmente andar na luta pela subida até ao fim e esse pensamento terá de estar constantemente nas nossas cabeças. É verdade que conseguimos juntar um conjunto de atletas com muito valor e muita qualidade técnico-tática individual, mas ainda estamos longe de termos uma equipa. De qualquer modo sinto que há matéria humana para podermos construir um modelo de jogo interessante, sempre em função das características dos atletas que juntámos. Se analisarmos a frio vimos que todos os atletas que transitam de 2017/2018, na época que ainda agora findou, lutaram quase até à última jornada pela permanência e o que lhes estamos a propor neste momento é que mudem o “chip”, que passem a pensar de outra forma. Esta “mutação” não é muito complicada, mas a ajuda dos atletas que entram será fundamental e o facto de termos conseguido mesclar juventude e experiência será primordial. Repara que até o Frederico Neves, que em 2018/2019 ainda terá idade de Sub-20 e que apesar de ser um jovem, acumula já bastante experiência em jogos de decisão que dão ou tiram títulos, quer a nível de clubes, quer a nível de seleções. É esse o espírito que queremos ter no nosso grupo e a atitude vencedora estará sempre presente!

P - Ainda é cedo para aquilatar a qualidade das equipas adversárias, mas olhando para a temporada 2018/2019 da 2.ª Divisão – Zona Sul, quais as equipas que estão melhores preparadas para a luta da subida?
AL – A minha análise, para já, foi feita na diagonal, como se costuma dizer, sendo que a pré-temporada será uma excelente altura para tirar outras conclusões, observar adversários e refazer ideias pré-concebidas. Mas do que me foi dado a ver, apenas e só pela qualidade individual dos plantéis das diversas equipas, penso que este será um dos campeonatos da 2ª Divisão – Zona Sul mais equilibrados dos últimos anos, a fasquia está muita alta e todos beneficiam com isso. Há formações muito consistentes que têm marcado a sua posição na Zona Sul nos últimos anos e que eu aprecio bastante pela organização que demonstram, como são os casos de Parede, Salesiana e Sintra, estes últimos de forma mais intermitente, e todas terão sempre uma palavra a dizer. Depois claramente o Alenquer, pela forma “cirúrgica” como se reforçou, a Física pela experiência e qualidade do seu plantel e o Grândola porque desceu e manteve a sua estrutura, ainda que tenha perdido dois jogadores importantes, como são os casos do Bernardino e do Carinhas. Neste lote incluo a nossa equipa que tenho a plena convicção que também andará na luta. Como é óbvio, não abarco aqui as equipas B de Sporting e Benfica, pois não entram nas contas da subida, ainda que sejam dois conjuntos que retiram muitos pontos a todos os adversários, pela qualidade dos seus jovens, pela organização e pelo contexto competitivo que conseguem proporcionar aos seus atletas. As restantes equipas terão o seu espaço e quererão intrometer-se com o Candelária à cabeça, sempre com uma equipa muito batida, e com os recém-promovidos BIR, PDL, CACO e Murches a “desenharem” projetos interessantes e de vanguarda, que também poderão colher frutos e causar dissabores a muitos adversários.

P - Nasceste e cresceste num Clube com uma mística especial. Foi no HC Turquel que também deste os primeiros passos como treinador. A ambição de um dia estares no “leme” da equipa principal é um objetivo de vida?
AL – Nunca o escondi a ninguém, nem à direção do Hóquei Clube de Turquel, nem mesmo à direção do Hóquei Clube Os Tigres, tenho duas ambições enormes para a minha carreira de treinador, uma delas é ser um dos melhores treinadores portugueses e a outra é um dia treinar os Seniores Masculinos do meu clube do coração, ainda que não faça disso uma obsessão. As minhas raízes têm ligações profundas ao Hóquei Clube de Turquel, o meu avô foi presidente, os meus tios foram atletas, o meu pai é diretor, a minha mãe é colaboradora ativa, eu joguei e treinei em Turquel cerca de 33 anos, o meu irmão, o meu filho e os meus primos jogam no clube, pelo que seria hipocrisia da minha parte esconder isso. Quero também realçar que os destinos dos Seniores Masculinos em Turquel estão muito bem entregues a uma dupla da maior competência, que eu conheço muito bem, como são os casos do Nelson Lourenço e do Elvis Canas, sendo que eu tenho as minhas prioridades bem definidas e farei o meu caminho com calma, rigor e muito trabalho, pelo que neste momento isso não é o mais importante, nem é isso que me move. O que quero mesmo é ajudar Os Tigres a consolidarem a sua posição de forma suportada e correta, deixando aqui a certeza que darei tudo de mim pelo tigre que ostentarei ao peito na próxima temporada.

P - Por fim, o que esperas do Clube, da Cidade, e em particular, o que esperas de ti, nesta nova e importante fase da tua vida?
AL – Do clube espero mais organização e melhores condições de trabalho. Não escondemos as fragilidades que existem e, em conjunto com a direção, estamos desde cedo a eliminar falhas que subsistiram no passado recente e que terão de ser debeladas, assim como a introduzir novos “elementos”. Um clube histórico na cidade e no país, que fará 60 anos de idade em 2019, terá de dar todas as condições aos atletas para se poderem “expressar” da melhor forma possível, que é com grandes exibições dentro do rinque. A estrutura envolvente tudo fará para que as condições sejam melhoradas e para que o clube volte a estar no topo. Da Cidade de Almeirim espero envolvência, que a nossa claque, os “Ultras Almeirim”, possa expressar toda a sua alegria e postura correta, que é a sua grande imagem de marca, e que contagie a população em geral para nos podermos unir e trazer de volta a Almeirim os espetáculos e as alegrias que todos merecem e que tanto orgulham os almeirinenses. De mim espero o que sempre dou, empenho máximo, busca do pormenor, rigor e cobrança constante. Sou um treinador muito exigente comigo próprio e terei essa exigência também com os atletas, darei tudo por eles em todas as batalhas e eles podem ter a certeza que estarei lá para os amparar tanto nos insucessos como nos sucessos. Juntos seremos muito fortes!