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pluri unhas J

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Com cinco jogos por disputar no Nacional da I Divisão, o HCP Grândola ocupa a última posição da tabela, com apenas seis pontos. Em época de estreia no principal escalão, os grandolenses somam apenas uma vitória em 21 jogos, situação que deixa a equipa com poucas esperanças para a manutenção. São 10 os pontos que separam os alentejanos da zona de manutenção...

Porém, esta época tem diversas explicações, para que se perceba o desnível de preparação da equipa de Grândola, fundada apenas em 2009. E foi isso que o técnico da equipa alentejana, Nélson Mateus, explicou em entrevista dada ao zero.zero.

Desde uma equipa composta por jogadores amadores, a apenas três (que passaram a ser quatro) treinos por semana, a organização e a importância de ter aprendido com o que se passou nesta temporada, o técnico, responsável pela subida da III para a II Divisão, dá a conhecer uma realidade diferente...

zerozero: Em ano de estreia na I Divisão, quais foram as principais dificuldades encontradas pelo HCPG?

Nélson Mateus: Toda a organização de uma equipa de I Divisão é diferente, desde viagens, condições de treino, staff e um sem número de pequenas coisas que tanto nós, equipa técnica, como direção fomos percebendo que poderia ter sido melhor ao longo deste ano. Percebemos claramente que a nível de estrutura e de organização estamos algo distantes do que é preciso para se jogar ao mais ao nível no Hóquei em Patins.

ZZ: Chegou com a época a decorrer [substituiu Quim Zé]... Como encontrou a equipa do Grândola?

NM: Tendo apanhado a equipa à quarta jornada foi ter percebido que, fisicamente, a equipa não estava preparada para poder competir a este nível. Já sabíamos que seria uma tarefa muito complicada se a equipa treinasse o número de vezes condizentes com um campeonato destes, a treinar três vezes por semana seria impossível ombrear com equipas que numa semana faziam mais treinos que nós em quase três semanas. Desta forma, os primeiros dois meses, foi aumentar o número de treinos para quatro por semana, para podermos melhorar todos os aspectos (não só físicos) da equipa.

Como se lida com um grupo que esta época apenas venceu por uma vez para a I Divisão?
NM: É complicado manter os jogadores motivados mas acho que toda a gente, no fundo, tinha a noção que este grupo não estava preparado para uma exigência desta natureza. Temos dado muito, até acho que podíamos dar um bocado mais, mas estes atletas são amadores e fazem muitos sacrifícios o que torna ainda mais complicada a motivação, superação e capacidade de trabalho perante as adversidades que se têm colocado no nosso caminho.

ZZ: Em Grândola ainda se acredita na permanência?

NM: Penso que é uma situação muitíssimo complicada... Se tivéssemos 10/12 pontos acho que estaríamos na luta até final. Assim, só nos resta acabar a época a disputar os 3 pontos em todo o lado, honrando a camisola e estar orgulhosos daquilo que foi conseguido até ao momento.

ZZ: O que podem esperar os adeptos do Grândola da sua equipa, nestes últimos jogos?

MF: Podem esperar empenho máximo em todos os jogos. É isso que nós, equipa técnica, temos pedido aos jogadores. Disputar os jogos sem qualquer tipo de pressão mas dando sempre o máximo até ao apito final do arbitro, saindo sempre de consciência tranquila de que tudo fizemos para ganhar o jogo.

ZZ: O Nélson já tem um passado no Grândola, tendo subido o clube da III para a II Divisão. Em ano de estreia na I Divisão, como qualifica esta experiência, a nível pessoal?

NM: A nível pessoal tem sido uma experiência fantástica. Estamos no melhor campeonato do mundo, com alguns dos melhores jogadores que esta modalidade tem, por isso só tenho de agradecer à direcção por me ter dado oportunidade de viver uma situação destas.

ZZ: Para o ano, seja qual for o desfecho, continuará no clube?

NM: Para já o objectivo é acabar a época, que tem sido muito desgastante a todos os níveis, ajudar a direcção a planear a próxima e depois no final veremos se há condições para continuar. Quer seja eu quer seja outro treinador é importante o clube ter aprendido com tudo o que passou este ano para que nos próximos anos, se for essa a ambição, voltar à I Divisão com outras condições e com bases mais sólidas para poder fazer um campeonato mais tranquilo.

Fonte/Foto- www.zero.zero.pt