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Selecionador nacional de hóquei em patins está pronto para o Mundial e para o reencontro com a campeã Argentina. A equipa portuguesa faz dois jogos de treino em Macau.
Para o selecionador Luís Sénica, o Mundial na China envolve uma preparação diferente, cria expectativas, mas na hora de atacar o título nada muda.
-Vamos esperar que haja adesão do público nestes primeiros Jogos de Patinagem [Roller Games]. Quanto ao resto, estamos preparados para variáveis como a pista, que não sabemos se é rápida ou lenta, o jet lag e outras. Mas vamos superar tudo.
O que espera do estágio de Macau?
-O objetivo é acertar o relógio biológico e estreitar laços com os amigos de Macau com quem faremos dois jogos.
Entrar a defrontar a Argentina é mau?
-Não vejo problemas. Não gosto de entrar com jogos fáceis. Prefiro jogos competitivos, de elevada intensidade, porque, a partir daí, tudo é possível corrigir, tanto para nós como para a Argentina.
Argentina, Itália, França, como classifica os adversários da fase de grupos?
-Portugal e Argentina estão na primeira linha com Itália muito colada e França muito colada a Itália. Não diferem meio ponto umas das outras.
Como vai ser o reencontro com Carlos Nicolia [após incidentes em Montreux]?
-Vamos encontrar grandes jogadores. Vou gostar de ver de novo Carlos López. Não se vai passar nada mais do que hóquei.
Por que leva ao Mundial três guarda-redes?
-Simples. São três grandes guarda-redes que sustentam a necessidade de manter este ritmo e assegurar o futuro e porque a China é lá longe e o lugar é tão específico que, se acontece alguma coisa, teríamos dificuldade em superar. Olhando à época que fizeram e ao fator distância, pareceu lúcido a ida dos três.
Vai ter dificuldade em gerir?
-Será uma gestão pensada, solidária e objetiva. Estamos todos em defesa de Portugal.
Os episódios de final de época ficaram lá fora?
-Há uma relação de amizade de 13/14/15 anos entre estes jogadores. Muitos competem nas seleções desde os 14 anos e é possível termos uma relação social para além do hóquei. Esses laços fazem com que a convergência total seja por Portugal.
Se tiver de festejar o título, tem pena de ter de o fazer do outro lado do mundo?
- Festejamos na China, debaixo de água ou no alto da Torre Eiffel... queremos é o título.
Já pensa numa nova comenda?
-Foi um momento de satisfação e gratidão. Cada um tem em casa essa recordação, mas não mudou nada. Somos os mesmos.

Fonte – Jornal “O Jogo”
Foto - Tony Dias/Global Imagens / “O Jogo”

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