a c e b o o k
  • Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

  • Hot
  • Top
  • Outras

FC Alverca termina com ...

segunda , maio 23 2022
97

Tiago Almeida deve ...

segunda , maio 23 2022
64

Play- Off – Resumo do SC ...

segunda , maio 23 2022
31

Hóquei fica mais pobre

segunda , Jul. 30 2018
61971

Patinagem reconhecida ...

segunda , Nov. 09 2015
30702

CM Feminino- Portugal ...

sábado , Out. 01 2016
24907

1.ª Divisão- Resumo do ...

terça , maio 03 2022
64

Márcio Rodrigues (HC ...

sábado , Dez. 17 2016
2105

Pedro Batista é o 2.º ...

domingo , Jun. 07 2020
896

ventosaterapia

 

16864778 10210247541842532 2779774471753006290 n

Ivo Santos prepara-se para abraçar mais um mandado à frente dos destinos do SC Tomar. Dia 31 de Março, dia da Assembleia Geral do SC Tomar, se não houver surpresas, Ivo Santos apresentará os novos Corpos Sociais que dirigirão o Clube nos próximos dois anos.
Era pois a altura ideal para falar com Ivo Santos sobre a actualidade do Clube e perceber o que este Dirigente quer para o futuro de um dos Clubes mais emblemáticos a nível nacional e o mais representativo do Ribatejo.
Foi uma conversa franca, onde se abordaram vários temas, com Ivo Santos a ser, como se diz na gíria desportiva, um “Box-to-Box”. Não se furtou às questões, foi realista, nas abordagens, mostrando grande maturidade enquanto dirigente, e se soube defender-se quando foi caso disso, também mostrou muito à vontade na frontalidade com que abordou as questões.
Tomar, enquanto Cidade, o Clube, pelo seu passado, e a sua experiência na várias áreas da sua vida pessoal e profissional, são, de forma clara, pontos fortes, que Ivo Santos, deixa na entrevista, claros, e que são pedras basilares para o mandato que se aproxima.
- Que balanço faz do mandato que está a terminar?
Ivo Santos- Um balanço positivo em termos do colectivo, razoável em termos individuais. Em termos colectivos crescemos enquanto clube, quer em numero de atletas quer em numero de títulos conquistados. Mas sobretudo estamos hoje mais organizados e dinâmicos do que quando esta direcção iniciou funções. O título de Campeões Nacionais da 2.ªa divisão de Hóquei em Patins foi a cereja no cimo do bolo. Isto a par de outros títulos individuais que alcançamos - no Judo, no Ténis de Mesa, na patinagem artística ou no hóquei juvenil. Individualmente, fico sempre com a sensação que poderia ter feito mais e melhor.
- Olhando para trás o que faltou fazer, se foi o caso, neste período?
IS- Sobretudo, faltou ter a coragem de não ter receio de abanar com o sistema, quer com o instalado quer com o que nos tentam impor, e com o qual nem sempre concordamos. Devíamos ter sido mais ambiciosos aqui e ali.
- O SCT é um Clube, a exemplo doutros, aliás, sempre com problemas a nível de tesouraria. Como encontrou o Clube e como está após a conclusão deste mandato?
IS- Um clube como o Sporting Clube de Tomar vive com o eterno problema das receitas. Mas essa realidade tem vindo a ser minimizada, fruto do trabalho de dirigentes, familiares, seccionistas que dão muito do seu tempo de lazer em prol do clube. A existência de parceiros institucionais e sponsors permitem a realidade habitual, de completa acalmia nesse domínio, o que não significa que exista desafogo. Mas o clube é um exemplo de boa gestão financeira em todas as secções.
- Falando agora do presente e futuro, quais são as linhas mestras e os projectos mais prementes, aqueles onde esta Direcção que dentro de dias irá a sufrágio, quer levar a cabo?
IS- Unir o clube em prol de um desígnio comum – o afirmar-se como o maior clube da região centro. A partir daí tudo será possível. E acredito nesse projeto. Aliás, se assim não fosse teria saído e continuado o meu percurso noutro contexto.
- Ficou adjacente e é público que o Ivo Santos, quer mudar o “modus vivendi” do Clube, a começar pelas Secções que tem uma autonomia grande. Que opinião tem sobre este assunto e o que pensa fazer?
IS- As secções continuarão a existir e a manter um certo grau de autonomia. Mas passarão também a integrar a Direção do clube e a viver os problemas das demais secções, inteirando-se do que se passa. Não podemos viver num mundo de barreiras, quando todos defendemos o mesmo emblema.
- O Clube vive tempos de mudança, percebe-se, a visibilidade é também maior e as responsabilidades, naturalmente, acrescidas. Estes Orgãos Sociais que o Ivo Santos encabeça, e que vão a sufrágio dentro de dias, estão preparados para “comandar” esta nau com história e onde a responsabilidade vai ser enorme?
IS- Se estivesse com receio não teria aceite o desafio de ficar á frente do clube em 2015. No fundo era um “outsider”, que não se integrava no perfil de dirigente do clube. Igual situação verificava-se com a maioria dos companheiros de direcção. Mas isso não nos limitou. Tal como já lhe disse, o colectivo só pode ficar satisfeito com o que foi feito.
- Fica claro neste mandato que agora termina, o apoio que a Edilidade deu ao Clube. Sem ele seria difícil, ou mesmo impossível projectar o SC Tomar para um patamar diferente?
IS- A edilidade, na minha opinião, deve traduzir o sentimento do coletivo no apoio às realidades específicas do seu concelho. No caso de Tomar, o hóquei é neste momento a modalidade rainha, pelo que o apoio ou apoios são pertinentes e justificados. O patamar diferente é uma exigência à qual me obriguei. O projeto é a 2 anos. Vamos lutar muito para conseguir mais e melhor. Mas para isso todos somos poucos. Há que dar a cara em termos de apoio.
- AS Eleições autárquicas estão para breve, começam a “cerrar-se fileiras”, com as várias individualidades públicas locais a começarem a definir a sua simpatia politica. Ficará o SC Tomar refém no caso de uma mudança no panorama politica local?
IS- O Sporting Clube de Tomar nunca se imiscuiu em eleições de qualquer. São dois fenómenos completamente diferentes. Não o fez nem deve fazer, pois isso seria uma completa falta de respeito para com a História deste grande clube.
- A estabilidade financeira passa muito pelo apoio de sponsorização. Essa, neste momento é em termos percentuais, parece, maioritariamente de fora do Concelho. Como pode inverter esta situação?
IS- Vai ser difícil no imediato. Tenho um ponto de honra – não bater às mesmas portas que outros batem. É um ponto de honra. Num universo tão restrito e num contexto tão difícil como o atual, há poucas empresas que possam assumir um apoio de maior relevo. Vamos ver. Estamos a trabalhar para isso.
- Já formulou publicamente algumas criticas à falta de apoios locais e mesmo à comunicação Social. Gostávamos de ouvir a sua opinião sobre estes dois temas.
IS- É manifesto que nem sempre somos tão bairristas como poderíamos ser. O Sporting Clube de Tomar ainda no ultimo fim de semana realizou um evento, o VI Torneio de Patinagem Artística Cidade de Tomar que lotou a capacidade da restauração durante dois dias. Foram centenas de atletas, treinadores, seccionistas e familiares. Nem sempre estes eventos são valorizados. Outro exemplo, em Julho próximo, de 9 a 16, iremos ter em Tomar os Campeonatos Nacionais de Patinagem Artística, em todos os escalões. Imagine a enchente que vai ser. Em Abril iremos promover mais uma edição do Torneio Internacional de Hóquei Juvenil, com F.C. Porto, S.L. Benfica, Sporting Clube de Portugal, Réus e outros emblemas. Em primeira mão posso adiantar que avançamos com a candidatura à Final Four da Taça de Portugal em Hóquei em Patins, dias 24 e 25 de Junho. Também neste processo estamos com o apoio da Associação de Patinagem do Ribatejo, bem como do Município de Tomar. E poderia continuar. Acho que é tempo do concelho reconhecer o trabalho que desenvolvemos.
- Falando agora do Ivo Santos enquanto cidadão. Como é viver e partilhar e/ou dividir a figura pública com a pessoal. Há, certamente um esforço grande para conciliar tudo. Família, vida profissional e dirigismo. É assim tão fácil como parece, ou não?
IS- Sinceramente, já nem penso nisso. Claro que vivemos mais intensamente, nem sempre temos tempo para coisas triviais mas igualmente importante como ir buscar o filho à escola, mas enquanto tiver saúde cá estarei. Aos 50 anos tenho mais calma para encarar as dificuldades e obstáculos. Estou numa fase da minha vida em que sinto que tenho de retribuir o que o coletivo me proporcionou. Se não tivesse sido a minha passagem pela Câmara e, anteriormente pelo associativismo, não seria quem sou nem teria o que tenho. Penso que fui claro, que é outra coisa que se aprende com o amadurecer.

workshops para rodapé Noticias PenteadosdeNoiva