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O sítio online "O Regional" fez uma reportagem sobre a equipa feminina da AD Sanjoanense, este ano orientada pelo treinador Carlos Gonçalves, dando destaque a uma excelente campanha realizada por uma euqipa marcada especialmente pela juventude do seu plantel.

«Sobretudo, juventude. Esta é a imagem de marca da equipa sénior de Hóquei Feminino da AD Sanjoanense, versão 2016/17, que este ano conta com Carlos Gonçalves como homem do leme e Inês Ferreira como capitã de equipa e jogadora mais experiente do plantel, com apenas 22 anos.
A primeira volta do campeonato já terminou e neste momento as alvinegras encontram-se em terceiro lugar, com dez pontos (três vitórias; duas derrotas; um empate), menos dois do que a Académica de Coimbra e menos oito do que o líder Carvalhos, que entretanto já garantiu a passagem à fase seguinte.
O primeiro jogo da segunda volta já se realizou e terminou com uma derrota caseira, precisamente frente aos Carvalhos, por 2-4, mas as impressões deixadas pelas atletas da Sanjoanense geram muita expectativa sobre até onde pode chegar esta jovem equipa. Por isso mesmo, nada mais oportuno do que conhecermos um pouco mais desta equipa, até porque se trata de uma modalidade que muitas alegrias deu à cidade na época 2012/13, com a conquista da Taça de Portugal.

Carlos Gonçalves, no seu primeiro ano com as atletas, reconhece que as jogadoras têm vindo a conhecer “novas metodologias e dinâmicas de jogo a que não estavam habituadas”, contudo, têm vindo a corresponder às expectativas, no entender do treinador. “Estou a tentar tornar o processo o mais sério possível, porque a direção da Sanjoanense quer apostar no Feminino, não quer que ele acabe”, esclarece. Não obstante essa tal juventude do plantel, há um passado e uma tradição que têm de ser “salvaguardados”, embora afirme que a equipa não tinha “métodos muito sérios nos anos transatos”. Este ano, é diferente, até porque as alvinegras estão a encarar o desafio com “confiança e com outra atitude”, mas há que encarar o facto de que se trata de “um processo demorado” e o “ano zero” para esta jovem formação.

A jogadora Ana Sofia Silva fez o rescaldo da última jornada frente aos Carvalhos e reconheceu que a equipa esteve “bem”, propondo-se ao “plano de treino que fez toda a semana”. A atleta alvinegra sublinha que a equipa tem tido “alguns problemas na finalização”, mas prefere utilizar esse fator como motivação para os próximos jogos. No que concerne aos objetivos da época, Ana não tem dúvidas: “Para já, passar à fase nacional e, obviamente, obter o melhor resultado possível. E depois ainda temos a Taça de Portugal, cujo objetivo é sempre chegar à final four e tentar ganhar”.

A primeira volta já terminou, mas talvez um dos pontos mais negativos dessa etapa foi mesmo o empate consentido no Infante Sagres a duas bolas. “É um jogo que acaba por ficar um pouco entalado, porque nós não estávamos à espera desse resultado, até por causa da maneira como o jogo começou. Acho que qualquer pessoa na equipa pensa da mesma forma. Preferimos perder em que sentimos que fomos inferiores do que um jogo deste género em que fizemos tudo para ganhar e não conseguimos”, confessa a jogadora. O certo é que esses dois pontos a menos podem vir a fazer falta nas contas finais, até porque o último jogo é em Coimbra, frente à Académica, segundo classificado. Ana não tem dúvidas de que vai ser um grande jogo, até porque a Sanjoanense tem evoluído bastante: “Se for como o que se passou aqui, será um jogo cheio de emoção. Nós em casa marcámos a três minutos do fim, mas qualquer equipa poderia ter ganho. Quem esteve nesse jogo percebeu a nossa evolução relativamente ao ano passado”.
Quanto ao treinador, Ana distingue Carlos Gonçalves dos outros treinadores pela sua “postura” e também porque não “facilita mais por serem raparigas”. Para além disso, a atleta destaca de igual forma o foco na condição física providenciada pelo técnico, pelo que considera que é uma “aposta que está a resultar”, acrescentando o facto de a equipa ter realizado jogos de pré-época contra equipas masculinas, que considera terem sido importantes para adquirir “ritmo de jogo”.

No balneário e dentro de campo, todas as equipas têm uma voz de comando e a equipa feminina de hóquei sénior da AD Sanjoanense não é exceção. O que dizer da capitã Inês Ferreira? Ana só tem rasgados elogios a fazer à colega de equipa: “Quando comecei a jogar nas seniores ela já cá estava. Já deu muito a este clube, não só a Taça de Portugal. Tem muita experiência e podemos aprender muitas coisas com a ajuda dela e não só dentro de campo. É como se fosse uma mentora, e muito do espírito de equipa é construído no balneário, e ela consegue unir a equipa, consegue motivar-nos a todas para treinar e, mesmo quando estamos a ter um dia pior, chegamos ao balneário e ela manda uma piada ou duas e nós já queremos todas ir treinar. Incontornavelmente, tinha de ser ela a capitã, porque tem capacidade para liderar esta equipa”, conclui Ana Sofia Silva.
Voltando ao técnico, Carlos Gonçalves considera que treinar esta equipa é um desafio particular, “daqueles que muitos treinadores não aceitam”, porque consideram que “o feminino não lhes vai dar muita motivação”. Mas, ao que tudo indica, estão “enganados”: “Eu há uns anos estive a trabalhar com o feminino e costumava dizer que ninguém sabe o que é passar pelo feminino. Dizia que não esperava vir a treinar o feminino mais nenhuma vez. Afinal de contas, veio a acontecer, uma vez que o desafio que me foi proposto agradou-me. É naturalmente uma tarefa difícil, mas está a dar-me uma grande motivação e um grande orgulho ver as miúdas a quererem assimilar as minhas ideias, e até porque os resultados também vão aparecendo. Vejo a alegria delas pelo público começar a aparecer ao pavilhão e elas próprias já começam a comentar que aparecem caras novas no pavilhão, pelo que o trabalho delas está a ser recompensado também com isso”, conclui.

E quanto ao futuro desta equipa, o que esperar? “A média de idades é muito baixa, e eu já transmiti a elas que este é o ano zero e que o percurso pode ser feito a curto/médio prazo. E assimilando processos como elas têm vindo a fazer, daqui a 2/3 anos podem estar na alta roda do hóquei feminino. Nada é impossível, como aconteceu em 2012/13. Penso que mais tarde ou mais cedo o Benfica não vai ser aquele clube que vai buscar a melhor jogadora à Sanjoanense, à Académica ou ao Massamá, porque sabemos que o retorno financeiro no hóquei feminino não é o melhor. Neste momento, o Benfica apostou, está a ter sucesso a nível nacional mas estou convencido que o dinheiro não vai ser sempre o ganho do desporto, e a nossa equipa, como é muito jovem, mais tarde pode competir pelo campeonato nacional, e variar mesmo com o Benfica, porque depois a Taça de Portugal começará talvez a ser um título modesto”, alerta o técnico sanjoanense.

Os dados estão lançados, a equipa está a formar-se e há muita expectativa envolvida nesta jovem equipa, que aos poucos vai dando que falar, pelas prestações e resultados obtidos esta época. Até porque é do interesse de todos os sanjoanenses e amantes do desporto que a Sanjoanense continue ao mais alto nível do hóquei feminino nacional, dando alegrias como em 2012/13, após a grande conquista da Taça de Portugal, frente ao Turquel. A pouco e pouco, uma renovada geração de atletas vai sendo formada, e não há palco melhor do que a escola da Sanjoanense para que isso aconteça.»

Foto|Fonte: "O Regional"

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