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JoaoTelesCDCADS

João Teles, jogador de hóquei sénior do CD Cucujães, em entrevista ao sítio online "O Regional", afirma que a “A formação da Sanjoanense é, sem dúvida, das melhores", tendo sido também ele um produto dessa mesma escola.

"Mais um produto de sucesso da escola de formação de hóquei em patins alvinegra. João Teles, 24 anos, iniciou o seu percurso na modalidade no CD Cucujães, mas foi na AD Sanjoanense que ganhou destaque, entre um leque de talentosos atletas que faziam do Caldeirão um verdadeiro inferno para quem defrontava a AD Sanjoanense em sua casa. Após quatro anos de ligação ao clube, João foi forçado a sair para a UD Oliveirense, por força da inexistência de equipa de juniores no clube. Permaneceu lá um ano, onde aprendeu muito, sempre com a cabeça voltada para um regresso futuro a um emblema que nunca esqueceu. E assim aconteceu. Voltou em 2010/11, e na época seguinte somou minutos com os seniores, onde adquiriu experiência a jogar a um ritmo completamente diferente. Em 2012, Vítor Pereira foi “sincero” e aconselhou-o a procurar minutos. Nada melhor para João Teles do que voltar ao clube onde tudo começou – o CD Cucujães. Esta é a quinta temporada após o regresso a um emblema “fácil de gostar” e, apesar da descida à terceira divisão na época passada, nada tira a alegria e a ilusão a este jovem atleta, que mesmo assim escolheu permanecer, sendo visto para muitos como um jogador carismático e lutador. Sempre humilde e prestável, este pequeno grande símbolo do CD Cucujães faz uma análise sincera à sua carreira, sem papas na língua, nunca esquecendo a sua pele sanjoanense."

«’O Regional’ - Iniciaste o teu percurso no hóquei em 2001, e na AD Sanjoanense em 2005, numa altura em que tinhas 13 anos. Quando olhas para esses tempos, que memórias destacas?
João Teles - Essa mudança coincidiu com uma grande mudança na minha vida pessoal, também. Os meus pais emigraram na altura em que me mudei para a Sanjoanense e não posso deixar de destacar as pessoas do clube que me ajudaram, e muito, nessa altura mais delicada da minha vida. Foram uma segunda família, completamente. Tendo em conta tudo isso, com todo o apoio que me deram, não foi difícil adaptar-me a um clube que jogava sempre para ganhar e por objetivos que, até então, eram impensáveis, tais como lutar pelo campeonato regional, por idas ao nacional, coisas que eram novas para mim, às quais eu não estava habituado, mas que me habituei facilmente. A qualidade dos jogadores era maior e a dificuldade em impor-me nas equipas aumentou, mas só me fez bem, tive de lutar sempre por um lugar e isso é bom. A Sanjoanense tinha outra mentalidade e, mesmo nos mais novos, incutia-se o espírito ganhador, que é comum em todos os alvinegros.
A AD Sanjoanense sempre se destacou no hóquei pelo facto de formar bons atletas. Tu tiveste a oportunidade de jogar em escalões cujas equipas tinham sempre muita qualidade. Que balanço fazes desses sete anos no Caldeirão?
A formação da Sanjoanense é, sem dúvida, das melhores do país, e os sete anos que joguei nos diferentes escalões da Sanjoanense foram fantásticos! Fomos muitas vezes campeões regionais, competi em muitos campeonatos nacionais contra os melhores do país, o que para o crescimento de um atleta é ótimo, pois jogamos com jogadores de grande qualidade e só se evolui quando se joga com e contra os melhores. E claro, as equipas onde joguei sempre tiveram grandes jogadores, o que me fez crescer enquanto atleta também. Quando a qualidade de treino é elevada, há mais probabilidades de melhorar.

Muito se fala do ambiente que se vive nos jogos em casa dos alvinegros. Mesmo nas camadas jovens, já sentias a casa da AD Sanjoanense quase como uma fortaleza e um grande obstáculo para as equipas que lá iam jogar?
Claramente. Não tínhamos o pavilhão lotado como se vê hoje em dia nos jogos da Sanjoanense, mas mesmo nessa altura, e sendo nas camadas jovens, muitas pessoas de S. João da Madeira se deslocavam ao pavilhão para apoiar os “miúdos”, e sempre que o adversário era mais apetitoso, o público aparecia e embalava-nos para a vitória. E não tenho dúvidas que para os adversários ir jogar ao Caldeirão intimidava, tanto era que houve anos em que nunca perdi um jogo em casa, o que demonstra as dificuldades que os adversários sentiam.

Em 2009/10, o clube não teve equipa de juniores, pelo que foste ‘forçado’ a sair. Estiveste na UD Oliveirense uma época. Como foi esse período?
Não foi um período fácil, eu não queria sair, mas não tive outra hipótese e na altura recebi o convite da Oliveirense, em que o treinador ia ser o mesmo que me tinha orientado no ano anterior na Sanjoanense, o mister Hélder Pinho, e aceitei com todo o gosto voltar a trabalhar com ele e representar o clube da minha terra. Mas não correu como esperado, não tive as oportunidades que estava à espera e acabei por desanimar. Mas em tudo tento ver coisas positivas, e esse ano serviu para crescer como pessoa, ser mais paciente e, acima de tudo, perceber que tenho de ser eu a trabalhar para ter o que quero, porque ninguém o vai fazer por mim. Fiz muitos amigos e cresci muito, não foi de todo negativo!

Quando foste para Oliveira de Azeméis, já ias com a ideia de um potencial regresso à AD Sanjoanense?
Sim, tinha a certeza que no ano seguinte voltava ao clube. Era o que mais queria e havia essa vontade da parte da direção também. Quando saí soube logo, eu e quem me rodeava, que ia ser um “até já” e não um “adeus”. E assim foi..

Acabaste por voltar, em 2010/11, enquanto Júnior de segundo ano. No ano seguinte, chegaste a fazer algumas partidas pelos seniores, enquanto júnior de terceiro ano. Como foi a experiência? A equipa recebeu-te bem?
Esses dois anos foram os melhores anos que tive a nível de formação. O primeiro, porque fomos campeões regionais sem derrotas, apenas com dois empates. Ninguém acreditava em nós, a não sermos nós mesmos e o clube, e demonstrámos que os outros estavam errados, e de que maneira. Tive colegas fantásticos, diretores espetaculares e treinadores que me ajudaram muito. O segundo, apesar de o campeonato ser discutido apenas entre quatro equipas, o que impossibilitou Aveiro de colocar equipas nos nacionais, foi o ano em que mais cresci, porque a partir de uma certa altura trabalhei sempre com a equipa sénior. E foi fantástico mesmo! Sim, receberam-me todos bem, foram sempre espetaculares comigo, até nas chamadas praxes e brincadeiras que me faziam, eram os melhores. E a prova disso são as amizades que ainda hoje mantenho com a maior parte, senão totalidade, dos jogadores da equipa sénior desse ano.

Quais foram os maiores obstáculos que enfrentaste ao jogar/treinar pelos seniores?
Os maiores obstáculos com que me deparei foram a velocidade, ritmo de treino, intensidade e, acima de tudo, ter de reagir muito mais depressa. Não tinha o mesmo tempo para pensar para onde passar, para onde me mexer, era tudo muito mais rápido. E claro, defender era muito mais difícil, a qualidade era maior e a rapidez também, e isso dificultava a tarefa. A nível de jogo, a velocidade era totalmente diferente dos juniores e os adversários, para além de melhores e mais fortes, não eram tão “amigos” como os que eu estava habituado. Mas correu tudo bem e foi muito gratificante essa experiência que os treinadores e o clube me deram, que foi integrar a equipa sénior.

Na época 2012/13, abraçaste um novo desafio no CD Cucujães. O que te motivou a tomar esta decisão?
Eu tinha o desejo de ficar na Sanjoanense, mas sabia que não ia ser fácil e ia ter pouco espaço. Na altura, o treinador era o Vítor Pereira, e ele foi sincero comigo e disse-me que não ia ter muito espaço na equipa. A equipa era muito forte e aconselhou-me a sair à procura de tempo de jogo, e assim foi. Com a ajuda dele, que sempre me tentou colocar num clube em que a qualidade fosse boa e as oportunidades fossem válidas, treinei em alguns clubes à experiência, mas quando recebi o convite do CD Cucujães, clube onde tinha começado a praticar a modalidade, tornou-se difícil recusar. Aconselhei-me com as pessoas da Sanjoanense e todos me deram força para ir, uma vez que apesar de ser terceira divisão, ia ter hipóteses de jogar e era um clube onde tinha lá amigos e que significava mais para mim do que os outros onde estive a treinar. E então aceitei.

Enquanto rival de longa data da AD Sanjoanense, o clube recebeu-te bem?
Sim, como disse, na equipa do CD Cucujães estavam lá alguns amigos meus, com quem tinha jogado, outros que inclusive me tinham treinado em miúdo no Cucujães, e então a receção foi ótima e fácil.

Na época passada, o CD Cucujães desceu da segunda para a terceira divisão nacional. Como é que o grupo viveu esse momento? Acredito que tenha sido uma época muito desgastante...
Foi mau, doloroso mesmo! Sabíamos que éramos capazes de mais e melhor, e ver o esforço semanal de todos a não dar frutos, não foi fácil. Foi uma época muito complicada, logo desde o início. Não tivemos pavilhão durante umas semanas, o que retardou a pré-época e fez com que esta não fosse a pretendida, problemas com lesões, entre outras coisas que em nada ajudaram aos objetivos da equipa, que era a manutenção. A verdade é que alguém tem de descer, e nós não fizemos o suficiente para ficar, como demonstrou a classificação. Nem tudo foi mau, mas o desfecho foi ingrato e infeliz para todos.

Ainda assim, este ano renovaste com o clube. Mesmo numa divisão inferior, o que te levou a continuar no mesmo emblema?
O que mais me motivou a ficar foi a vontade quer do treinador, o Rui Tavares, que foi também o responsável pela minha ida para o Cucujães há cinco anos, quer da direção.
Essa vontade, aliada ao enorme carinho que sinto pelo clube, motivou-me a ficar. Na minha ideia a equipa tinha e tem todas as condições para voltar à segunda divisão, e então aceitei com todo o gosto ficar no clube.

O que é que o CD Cucujães tem de diferente em relação aos outros clubes da região?
O CD Cucujães é um clube fácil de gostar, as pessoas, tanto do clube como da vila, são excecionais. E o Cucujães é um clube lutador, todos os que lá jogaram e jogam sentem isso. É um clube que incute isso nos jogadores, não há um jogo, um lance, uma bola que não seja disputada até ao último segundo. E a raça que se vê nas equipas do Cucujães não se vê em muitos lados.

Ainda que tenhas vindo da AD Sanjoanense, a massa associativa tem uma grande estima por ti, muito por culpa do teu carisma. Queres falar um pouco mais acerca da tua personalidade em campo?
Eu em campo sou muito lutador, dou tudo o que tenho e defendo o clube até não poder mais. E eu penso que para quem está de fora isso é bem visível e, portanto, resulta nesse carinho que as pessoas sentem por mim. Sei que não sou o tipo de jogador dotado tecnicamente, e por ter noção disso, tento compensar com o querer e com a garra que me define. E tal como eu gosto, penso que as pessoas que me veem a jogar gostam dessa minha vontade e dessa raça que eu tenho.

Este ano partilhas balneário com vários ex-atletas sanjoanenses, como por exemplo o Rui Ferreira, Simão Pinho, ou o guarda-redes Marcelo Silva. Como é a vossa relação? A AD Sanjoanense é um tema que entra nas vossas conversas?
A nossa relação é ótima, tal como com os outros colegas de equipa. São, todos eles, pessoas de trato fácil e, quando assim é, não há como não nos darmos bem. Somos mais que colegas de equipa, somos todos amigos. Claro que falamos da AD Sanjoanense, para além de ser um clube que nós representámos e gostamos, é um clube vizinho. Acompanho, tal como eles, os resultados da AD Sanjoanense e as notícias do clube e, sempre que podemos, vamos fazer uma visita ao Caldeirão para os ver jogar.

Quais são os objetivos individuais e coletivos para esta época?
A nível coletivo, queremos subir de divisão. Sabemos que somos capazes e vamos fazer tudo para o conseguir, mas não vivemos obcecados com a subida. A nível individual, a resposta cliché, ajudar o clube a atingir os objetivos. Se possível, com golos. Mas, acima de tudo, fazer tudo o que posso, quer nos treinos, quer nos jogos para evoluir, para ajudar os outros a evoluir e para conseguir ajudar o clube, que é, no fundo, o mais importante de tudo e por quem lutamos.

Qual o balanço que fazes da temporada até agora?
Penso que o balanço até agora é positivo, temos vindo a ganhar mais entrosamento, visto que esta é uma equipa renovada, e isso é visível na melhoria exibicional que a equipa teve. Temos vindo a jogar bem, tivemos dois percalços, duas derrotas, mas ainda dependemos de nós e vamos fazer de tudo para melhorar. Sinceramente, ainda não defrontámos nenhuma equipa que eu considere superior a nós. Mas temos de mostrar em campo que somos melhores.

Do teu período no CD Cucujães, quais são os destaques que guardas?
A subida de divisão no primeiro ano de sénior, apesar de nesse ano ter sofrido uma lesão e isso me impossibilitar de ajudar a equipa durante cinco meses, tenho de destacar a subida. Mas as duas manutenções que obtivemos na segunda divisão também foram grandes momentos, ambas na derradeira jornada, em casa, com o pavilhão quase cheio, foram dois dias de grande festa para nós e para quem nos apoiava. E claro, destaco o meu primeiro golo na segunda divisão enquanto jogador do Cucujães, foi a nossa primeira vitória nesse ano, e eu marquei o golo da vitória a dois segundos do fim e foi um momento que guardo com grande orgulho e felicidade!

Pensas voltar um dia à AD Sanjoanense?
Como diz um grande amigo meu, sonhar é grátis! O futuro a Deus pertence, mas claro que gostava de um dia voltar a representar a Sanjoanense. É um clube que me diz muito, que me formou, onde fiz grandes amigos e onde aprendi muito, obviamente que gostava de voltar a uma casa onde fui muito feliz. Mas, para já, prefiro estar focado no Cucujães e nos objetivos do clube, estou onde quero estar e estou feliz a fazer o que mais gosto, que é jogar hóquei em patins.»

Foto|Fonte: Jornal "O Regional"

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