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DanielMachadoFoto1 

Estivemos à conversa com Daniel Bastos Machado de 41 anos, que está ligado à AA Espinho desde há muito tempo. Totalmente enraizado na história do clube que defende, Daniel Machado é um dos rostos da formação da equipa de Espinho, sendo atualmente treinador de Escolinhas, Benjamins e Sub13.

Plurisports (PLR): A temporada está agora a começar, como correu a pré-temporada e quais são os objetivos para esta temporada?
Daniel Machado (DM): A pré temporada correu bem, mas como sabemos os distritais começam cedo e tudo tem de estar de uma forma bem estruturada para que as coisas resultem. Tivemos uma lesão grave num dos jogadores (o Victor Hugo) que só este fim de semana fez o seu primeiro jogo, e foi um momento feliz tanto para ele, como para todos os que fazem parte do grupo.

PLR: O que podemos esperar da sua equipa? Quais as maiores dificuldades que espera encontrar?
DM: Os Sub13 da Académica de Espinho já à dois anos consecutivos que vão aos nacionais, mas isso nunca é um objetivo definido no inicio, nós queremos ter uma equipa competitiva e que a equipa tenha orgulho na camisola que enverga, jogaremos sempre jogo a jogo, queremos que os nossos atletas, evoluem como homens e depois como jogadores!!!

PLR: Qual a diferença entre o jogador e o treinador? Qual é mais difícil? Ser jogador ou treinador?
DM: Ser treinador é muito diferente de ser jogador, as responsabilidades existem em ambos os casos, mas nós treinadores, vivemos 24 horas sobre 24 horas com o pensamento no hóquei, ou porque temos de organizar ou planear os treinos diários, ou porque temos os jogos aos fins de semana, o que podemos fazer para melhorar, etc etc... Quando se é jogador, treinamos , jogamos, e vamos para casa tentar relaxar, devemos até nos abstrair um pouco da competição, porque há vida para além do hóquei, não quer dizer que o treinador também não o faça, mas é muito mais difícil !!

PLR: Sente-se concretizado com o seu percurso enquanto treinador? ´
DM: Sim, sinto-me concretizado, estando em formação, primeiro é preciso gostar bastante destes escalões, não é nada fácil, é preciso ter muita paixão e dedicação com os jogadores de tenra idade, a amizade e carinho não se pode separar, para mim é fascinante ver crianças que eu lido a partir dos 3, 4 anos de idade, e trabalha-los até aos infantis, todos os jogadores da nossa equipa de Sub13 são da formação da Académica de Espinho, e assim tem sido nos últimos anos com algum sucesso .

PLR: O que o fascinou na modalidade e o trouxe até ao hóquei em patins?
DM: Eu era muito pequeno quando comecei a patinar, foi com 3 anos de idade, morava perto do pavilhão da Académica de Espinho e o meu pai era fã incondicional do Vítor Hugo (formado na Académica de Espinho, foi selecionador do nosso país e jogador do FC Porto, campeão Mundial, considerado o melhor jogador do mundo várias vezes ) e assim dei os primeiros passos ..

PLR: Certamente algum sonho ou objetivo por concretizar. Quais os seus objetivos pessoais a curto e a médio prazo?
DM: Sinceramente nunca fui muito sonhador, sempre tive o objetivo de jogar sempre na Académica de Espinho, onde fui campeão nacional da 3.ª divisão no meu 1.º ano seniores. Nesse tempo a Académica teve de descer de divisão devido ao litígio que manteve com a federação, o nosso clube teve de desistir um ano e ir para tribunais para dar continuidade à modalidade na Associação do Porto, queriam que a Académica fosse para a Associação de Aveiro, e depois de um ano parado, tivemos de recomeçar da 3.ª divisão, e com a ajuda do Vítor Hugo que tinha voltado de Itália, conseguimos a subida à 2.ª Divisão e passado 2 anos à 1. ª divisão, e esse posso dizer que foi o meu sonho, joguei alguns anos na 1ª divisão ao serviço do meu clube do coração..

PLR: Quais os maiores obstáculos que encontra no Hóquei em Patins atualmente?
DM: Eu tenho uma opinião bastante vincada sobre as transferências de jogadores mais novos até aos 14 anos serem livres, isto é, como sabemos qualquer jogador até aos 14 anos de idade, pode ser transferido sem qualquer custo para o clube que o recebe, e o clube que o forma, aquele que andou a gastar dinheiro com treinadores, com água, luz, inscrições, etc. etc. etc., nada recebe. Os clubes que tradicionalmente sempre formaram bons jogadores e boas equipas, de um dia para outro, podem vir a ficar sem a sua equipa toda, acho que não é justo para quem tanto trabalha, e não se é recompensado minimamente. O custo do material é também ainda um obstáculo, o hóquei é um desporto caro, e nos dias hoje com a crise que há, mais dificuldades existem !!!

PLR: Como treinador que mensagem passa a todos os praticantes da modalidade?
DM: Joguem com amor à camisola e treinem com paixão !!!!

Foto gentilmente cedida por Daniel Machado

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