27PedroGilEspanha

Espanha- 6 * Portugal- 6

Grande jogo de Portugal que merecia a vitória numa partida onde a formação de Luís Sénica mostrou em rinque o porquê de serem candidatos naturais em conquistar um troféu que nos foge desde 1998.
Entrada fulgurante de Portugal que fez nos primeiros minutos dois golos (João Rodrigues aos 3´ e Ricardo Barreiros aos 4 minutos) deixaram a formação espanhola a abanar por todos os lados.
Transições rápidas, uma atitude diferente e para melhor da equipa lusa que jogava como se de uma final tratasse, deixou “nuestros hermanos” atónicos, obrigando-os a ir atrás do prejuízo.
Intensidade de parte a parte e Portugal a saber explorar bem o espaço que a selecção espanhola ia dando fruto da subida das suas linhas.
Jordi Bargalló reduziu a cinco minutos do intervalo e Portugal ainda nesse minuto desperdiçou um LD por intermédio de Luís Viana. O resultado já não se alteraria até ao descanso.
A segunda metade valeu pelos golos e pela entrega das duas equipas. Portugal viu a Espanha empatar logo aos quatro minutos por Pedro Gil, mas Portugal estava ali para defender o orgulho e o prestígio luso. Diogo Rafael Jorge Silva aos 9 e 12 minutos respectivamente voltam a colocar Portugal na frente com dois golos de diferença. Mas a fúria espanhola é conhecida e temível, fez das suas no minuto seguinte com Xavi Costa e Pedro Gil a fazerem novamente o empate. Parecia sina, querermos vencer e a armada espanhola a contrariar os nossos desejos.
Foi uma fase louca com o jogo partido e rondar as duas balizas de forma célere. Luís Viana na marcação de um LD a castigar a 10.ª falta dos Espanhóis volta a colocar Portugal na frente por 5-4 faltavam então cinco minutos para o final da partida, e quando João Rodrigues poucos segundos depois aumentou para 6-4, parecia que desta é que era. Pura ilusão. A Espanha voltou à carga, e agora com tudo, chega ao empate já no último minuto e o suspeito dos golos foi mais uma vez Pedro Gil a fazer os dois golos que deram o empate na partida, faltavam menos de 20 segundos para o términus da mesma.
Os Italianos que roíam as unhas, à espera que os lusos segurassem aquele resultado, saltaram em euforia quando a mesa apitou para o final do jogo. Portugal que fez um jogo quase brilhante e ainda por cima em casa do seu adversário, merecia o triunfo. A exemplo do que acontecera em Paredes à dois anos, a equipa lusa viu a Espanha marcar nos segundos finais. Valeu desta feita que este empate não serviu de nada a Quim Paul e sus “muchachos” que depois 7 títulos consecutivos entregam o troféu à equipa mais improvável- a Itália, Portugal foi o mestre-de-cerimónias ao entregar em Bandeja de Ouro o Ceptro aos transalpinos. Como devem ter ficado a gostar de nós, estes Italianos.
Quanto a Portugal deixou hoje uma imagem mais dentro daquilo que ela vale, e ficou claro que a infelicidade demonstrada ontem nas bolas paradas acabou por ser fatal aos nossos desejos.

Árbitros: Alessandro da Prato (Itália), Alessandro Eccelsi (Itália) e Frank Schäfer (Alemanha)

Espanha: Xavier Malian (GR), Jordi Adroher, Marc Gual (1), Jordi Bargalló e Pedro Gil (4); Pablo Cancela, Xavi Costa (1), Xavi Barroso, Toni Baliu, Xavi Puigbiat (GR)
Treinador: Joaquim Pauls

Portugal: Ângelo Girão (GR), Valter Neves, Diogo Rafael "Chiquinho" (1), Ricardo Barreiros (1) e João Rodrigues (2); Gonçalo Alves, Hélder Nunes, Luís Viana (1), Jorge Silva (1), Jorge Correia (GR)
Treinador: Luís Sénica