a c e b o o k
  • Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

  • Hot
  • Top
  • Outras

Miguel Fortunato- ...

sexta , Abr. 03 2020
45

Reinaldo Ventura à ...

sexta , Abr. 03 2020
70

Reunião FPP e Clubes da ...

quinta , Abr. 02 2020
61

Hóquei fica mais pobre

segunda , Jul. 30 2018
58458

Patinagem reconhecida ...

segunda , Nov. 09 2015
26342

CM Feminino- Portugal ...

sábado , Out. 01 2016
20973

Anderson Luís (HC “”Os ...

quinta , Mar. 10 2016
1613

SL Benfica joga passagem ...

quinta , Fev. 05 2015
1436

AP Lisboa- Final Four da ...

segunda , maio 07 2018
754

interiorespluri unhas J

miguel fortunato 2 new

Filho de antiga glória encarnada (Vítor Fortunato), Miguel Fortunato é um dos promissores atletas a atuar na formação de hóquei em patins do Sport Lisboa e Benfica.
Compete nos escalões de Sub-19 e Sub-23, e por vezes é chamado para treinar com a equipa principal.

Influência do pai
"Levava-me muitas vezes a ver os próprios treinos dele. São desses tempos que tenho as primeiras memórias da modalidade. Na altura o meu pai [antigo atleta do SL Benfica, Vítor Fortunato] já jogava na Oliveirense, é de lá que tenho as primeiras recordações. Lembro-me perfeitamente de ir aos treinos e calçar os patins. Foi aí que começou praticamente tudo."

Mudança para o Benfica
"O Benfica surge em 2015 quando ia para a segunda época no escalão de Iniciados. Na altura jogava no Física de Torres Vedras, tomei essa decisão e até hoje tenho estado a trabalhar e a dar o meu melhor para o Benfica!"

Agarrar o sonho
"Comecei a perceber que poderia ter algum futuro no hóquei e que poderia fazer disto vida quando estava no segundo ano de juvenil. Comecei a meter na minha cabeça que era isto que eu queria para o resto da minha vida, porque é uma paixão, mas requer bastante sacrifício e esforço se quisermos chegar ao mais alto nível."

Ritmo de jogo em vários escalões
"Alternar entre a equipa Sub-19 e Sub-23 traz-nos ritmo competitivo por disputarmos dois campeonatos em simultâneo. E é bastante bom, sendo mais novos, competirmos no campeonato Sub-23 contra equipas de atletas mais velhos."

Capitão dos Sub-19
"Liderar uma equipa de um clube como este é algo que me orgulha imenso. É a primeira vez que sou capitão no Benfica, só tenho a agradecer por esta oportunidade e dizer que tento dar o meu melhor com esta braçadeira!"

Estreia na equipa principal
"Sinto que pode estar perto. Trabalho bastante para que esse momento se concretize. Será o resultado de todo o sacrifício e trabalho que tivemos para alcançar esse momento tão especial."

Jogador modelo nos seniores
"Identifico-me muito em quadra com o Jordi Adroher. É um jogador que admiro bastante desde pequeno e ter agora a oportunidade de partilhar a pista com ele é algo bastante bom."

Características dentro de campo
"Diria que sou um jogador bastante ofensivo e tecnicista, também derivado à posição que ocupo dentro de campo."

Seleções nacionais jovens
"Fui a dois Campeonatos. Um Europeu de Sub-17 e um Mundial de Sub-19. Sentir a camisola de Portugal pela primeira vez é um marco que nunca mais vou esquecer. Ouvir o hino do nosso país com as quinas ao peito é incrível."

Objetivos de carreira
"Os objetivos que tenho para a minha carreira são chegar ao mais longe possível. Integrar o plantel sénior do Benfica é um dos meus grandes objetivos, assim como representar o país pela seleção principal."

Plano fora de ringue
"Quero continuar os estudos e vou seguir o ramo do desporto. Vou graduar-me em Ciências do Desporto e depois analisar a melhor forma de aplicar esses conhecimentos."

Paragem motivada pelo novo coronavírus
"É bastante preocupante, enquanto atleta, ver o que estamos a passar neste momento. E agora falo também pela equipa, estamos a trabalhar e continuamos a treinar dentro do possível para evitar perder o ritmo e estarmos em forma no momento da época recomeçar."

Foco na forma física
"Nestas semanas que passaram tenho feito uma pequena corrida todos os dias para não perder a resistência. Em termos de ginásio, tenho feito os exercícios que o nosso fisiologista nos recomendou."

Cumprir as regras e vencer a pandemia
"Estamos a passar uma fase bastante difícil e todos devemos cumprir as normas que nos são dadas para que tudo corra bem. Para um jovem não é nada fácil manter-se em casa, mas é para o bem de todos, principalmente para aqueles que nos rodeiam e que pertencem aos grupos de risco."

4 Quinta

Fonte/ Foto- SL Benfica

 

rventura1

Reinaldo Ventura, jogador português de hóquei em patins dos italianos do Trissino, não vai sair de Itália enquanto a situação da COVID-19 não estiver resolvida, mesmo que a federação decida terminar já o campeonato.
Em declarações à agência Lusa, o internacional português, que está há mais de um mês de quarentena em Itália, explicou que não há ainda qualquer decisão oficial da federação para que os campeonatos terminem já. Mesmo assim, e caso venha a ser anunciada essa decisão, Reinaldo Ventura apenas vai regressar a Portugal quando houver "condições de segurança para transportar a família".
"Ainda não nos disseram nada sobre o fim da época. Vamos aguardar o que vai acontecer. Se a decisão for essa, eu vou continuar aqui até que seja seguro sair. Não vou pegar nos meus filhos e na minha mulher e fazer uma viagem de carro, cheio de incertezas e sem saber se passamos na próxima fronteira. Não vou sair daqui enquanto não houver condições. Não arrisco", explicou o jogador.
Reinaldo Ventura referiu ainda que já ouviu histórias de companheiros de outras equipas que estão a tentar regressar aos respetivos países, uma atitude que acredita ser "de grande risco".
"A situação está tão complicada, que só o simples facto de sair de casa corresponde um grande risco. Entendo que existam jogadores que querem sair daqui e regressar para junto das suas famílias. Mas esta não é a altura. É muito perigoso", admitiu.
O jogador português tenta manter alguma 'normalidade' no dia-a-dia e da família, apesar de estar há mais de um mês em casa.
"Quero que os meus filhos tenham consciência do momento que estamos a viver, mas, mesmo assim, também quero que se mantenham serenos. O meu filho mais velho está a ter aulas online, e isso ajuda muito. O mais pequeno só quer brincadeira e eu acompanho-o", rematou.

Fonte / Foto- www.sapo.pt 

4 Quinta

FPP

No contexto atual, e face à evolução da pandemia em Portugal, a Federação de Patinagem de Portugal e os Representantes dos Clubes da 1ª Divisão de Hóquei em Patins reuniram esta terça-feira, por vídeo conferência.

Pode ver aqui o comunicado.

fonte:fpp.pt

pluri logo j

A falta do numero de notícias habitual, das “tricas” dos “mentideros”, das histórias dos jogos, do rumo normal de uma modalidade, deixa-nos com um vazio imenso, inibidor e que nos deixa com alguma letargia. Por estes tempos, a vida corre, mas de forma diferente.

Mais intimista, mais resguardada do olho dos amantes da modalidade, onde as preocupações, são indiscutivelmente diferentes e que nos obrigam a uma vigilância apertada. A cadência de notícias na PLURISPORTS, como é natural, é de momento mais lenta,  mas  são as circunstâncias da época que atravessamos. Antes de tudo, desejamos, a todos os agentes da modalidade, que consigam (e isso vai acontecer, com toda a certeza) ultrapassar este momento sombrio, da melhor forma, e que o regresso seja auspicioso.

Estamos a exemplo do que sempre aconteceu ao longo desta ultima década, onde a PLURISPORTS, marcou e marca um espaço no universo hoquista, recetivos ao que Clubes, Atletas, e outros agentes da modalidade queiram reportar enviando fotos, videos noticias e tudo o que achem interessante, desde que como sempre cumpram as normas de boa conduta que sempre foi a norma da Plurisports.

Podem enviar através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou através do Facebook.

Iremos, em simultâneo, procurar auscultar os intervenientes nesta fase de paragem.

ojogo

Fernando Graça demitiu-se esta quarta feira do cargo de presidente do comité europeu de hóquei em patins. O dirigente português estava à 8 anos à frente do organismo responsável pelo hóquei em patins europeu.
Em declarações à Plurisports, Fernando Graça justificou a sua decisão de abandonar o cargo por “motivos de saúde”, confirmando o que estava em comunicado enviado aos clubes e federações .
Fernando Graça que foi eleito em 2012, substituindo outro português, Carlos Graça, tendo sido reconduzido no cargo em 2016 com o quadriénio a terminar este ano civil.
Não fosse a pandemia do COViD-19 a alterar o planeado, este ano, não haveria lugar a eleições, mas a uma indicação directa pela World Skate Europe e World Skate, que regem todas as modalidades de patinagem.
Com a saída de Fernando Graça retiram-se também o vice-presidente Lluís Ferrer, o secretário geral Cesare Ariatti e a responsável pelo hóquei feminino Susana Pandavenes.
Com esta demissão, Portugal fica agora representado ao mais alto nível nos organismos internacionais apenas por Fernando Claro, presidente da WS Europe e vice-presidente executivo da World Skate.
Esta decisão do até agora Presidente da WS Europe-Rink Hockey deixa um vazio diretivo com Fernando Claro a ter que designar nos próximos dias um sucessor para levar este mandato até ao fim, estando este prorrogado até março de 2021.

Foto- Jornal “O Jogo”

3 Quarta

copa junio

A Federação Espanhola de Patinagem propôs a realização do Copa de Espanha ( que deveria ter sido realizada em Março) para Junho (entre os dias 4 e 7 desse mês), mas o Liceo da Corunha (onde se realizará o evento) tem um plano B e passa por realiza-lo em Setembro.
Isto tudo fruto da Pandemia COVID-19, que poderá fazer alterar os planos da FEP. Os responsáveis pela realização do evento, apenas avançam com a data proposta pela entidade máxima da modalidade se houver condições que não ponham em causa os intervenientes.
Por isso avançam com a possibilidade de a realizar em Setembro, coincidindo com as datas previstas para a Supertaça de Espanha.
Só o tempo que se segue poderá desvendar este cenário, muito por culpa de uma Pandemia que tarda em baixar, deixando assim tudo em suspenso no que toca ao arranque da modalidade em Espanha.
Muitos cenários estão em cima da mesa com a Associação de Clubes a enviar nos próximos dias, para a Federação Espanhola algumas propostas sobre como tentar encerrar as competições de acordo com a data em que as partidas possam ser restabelecidas, mesmo que seja com restrições públicas.
Um cenário pode ser que a final do playoff da OK Liga seja simplesmente disputada entre os dois primeiros colocados, Barcelona e Lyceo. "Mas isso pode afetar Reus e Noia, que dirão por que não um final para quatro", avança Emilio Fernandes, Vice do Liceo Deportivo. “A opção de suspensão, anulando a temporada, também pode prejudicar o Barcelona ", que perdeu apenas um jogo em toda a temporada". Portanto, certamente nenhuma das opções deixará todos os envolvidos felizes. Mas do clube da Coruña eles defenderão a tentativa de retomar a competição como estão. "Não é como no futebol, que faltavam onze dias e pode não haver tempo. Tínhamos um e depois o playoff, que pode ser reduzido", alega o vice-presidente do Liceo.

Fonte / Foto - www.laopinioncoruna.es 

3 Quarta

alejandro dominguez thumbnail

Em Espanha, a proteger a sua família da pandemia, o treinador da equipa de hóquei em patins do Benfica conta como, à distância, mantém forte a ligação aos jogadores e ao Clube.
É em Espanha que Alejandro Domínguez, treinador da equipa de hóquei em patins do Benfica, está a respeitar o recolhimento social obrigatório devido à COVID-19, junto da sua família, mas tem acompanhado tudo o que se passa em Portugal. Apesar do afastamento forçado, a ligação ao Clube continua forte.
"As notícias que saem aqui são preocupantes pelo número de vítimas e infetados pelo vírus. Tentamos viver a quarentena completamente confinados à nossa casa e não saímos absolutamente para nada. Felizmente antes de ter sido declarado o estado de emergência tínhamos comprado alimentos, por isso estamos a tentar viver, dentro da gravidade da situação, com tranquilidade", partilhou o treinador à BTV.
"Agora é esperar que se levante este estado de emergência em Espanha e em Portugal. Como são países vizinhos deve acontecer mais ou menos ao mesmo tempo. Espero que isto dure pouco e possamos voltar ao trabalho com normalidade", acrescentou.
Alejandro Domínguez afirmou que a ligação com os seus jogadores e equipa técnica continua forte, apesar das circunstâncias.
"O staff está em contacto diário, assim como com os jogadores, através dos treinos que lhes mandamos. Mandamos sessões de força e outras sessões diferentes que possam treinar em casa, para que mantenham a melhor forma possível, numa situação que é totalmente extraordinária", referiu.
"O contacto diário é importante para que a dinâmica e a sinergia que geramos com o staff e com os atletas não se perca. Quando voltarmos à normalidade, e espero que este vírus passe rápido, preciso que os atletas estejam bem", reforçou.
O treinador da equipa de hóquei em patins encarnada deixou ainda uma mensagem aos adeptos benfiquistas. "Por favor, sejam conscientes e mantenham-se em casa, respeitem a quarentena. Mantenham uma atitude positiva! Neste ponto, nós, benfiquistas, estamos em vantagem, pois o carácter vencedor que temos e o espírito de vencer que os adeptos deste Clube têm podem ajudar-nos muito nesta circunstância. Temos de estar otimistas, fortes e ter a certeza de que vamos ganhar. Vamos ganhar esta luta, com respeito, prudência e amor. Apesar de ser um momento difícil, temos de aproveitar para estarmos com a família, coisa que muitas vezes no dia a dia normal não temos tempo para o fazer."

Fonte- SL Benfica * Texto- Márcia Dores * Fotos- SL Benfica

3 Quarta

rmarin

Tudo indica que Raul Marín vai mesmo representar o Réus Deportiu na próxima temporada.
O internacional espanhol que representa o Sporting CP à duas temporadas, voltou a fazer-se sócio do Clube Catalão, numa altura que o Réus, como aliás todos os clubes se debatem com falta de liquidez na tesouraria, fruto da pandemia COVID-19 que se abate por praticamente todo o planeta.
Marin que se iniciou na modalidade precisamente na “Calle de Gaudi”, local do Réus, mostra desta forma a sua aproximação ao clube catalão.
Quem o afirma é o “Diari de Tarragona” na sua edição desta segunda feira, que deixa implícito o regresso de um atleta querido no seio do Clube e que é da sua “cantera”, afirmando que o acordo entre as partes está praticamente selado, faltado apenas “preto no branco”, que será rubricado, logo após o términus do contrato que liga o jogador ao Sporting CP.

Fonte/Foto- “Diari de Tarragona”

2 Terça

Demola Stomp

A Federação de Patinagem de Portugal assinou, no início de março, um protocolo com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) para o estabelecimento de uma parceria de desenvolvimento de projetos.
O primeiro projeto em desenvolvimento insere-se no Demola, uma inciativa de origem finlandesa, que consiste numa plataforma de inovação tecnológica que junta organizações, investigadores e alunos de diferentes países.
Neste primeiro projeto, a equipa de alunos e investigadores irá trabalhar no hóquei em patins com o objetivo responder ao desafio “Como podem as soluções tecnológicas apoiar na tomada de decisão dos árbitros?”. Diferentes soluções poderão sair deste projeto, como por exemplo o vídeo-árbitro.
Este projeto decorrerá durante aproximadamente dois meses.

Fonte/Foto- FPP

2 Terça

reiventu

Reinaldo Ventura quer regressar a casa. Poderá jogar mais um ano ou tornar-se treinador

Depois de uma carreira recheada de títulos, Reinaldo Ventura, de 41 anos, prepara-se para um novo desafio. Há três anos na Serie A1, Reinaldo Ventura conta que a mentalidade é diferente e que, entre os transalpinos, o hóquei é um desporto regional.

Como foi ter saído de Portugal pela primeira vez já após um longo percurso, com inúmeros títulos e um nome no hóquei mundial?
Quando cheguei a Viareggio, foi extraordinário. A receção foi maravilhosa. Fizeram tudo para nos sentirmos em casa. Foi um prazer jogar lá. Digamos que foi uma mudança que teve coisas positivas e negativas. Aprendi muito, conheci outra realidade, mas, nalgumas coisas, tomaria outras decisões.

Não teria ido para Itália?
Se calhar, sim.

Quando e porque decidiu voltar para Portugal?
Ficou claro em novembro, porque achei que era o momento certo e porque tinha um objetivo. Por um lado, gostaria de acabar a minha carreira num clube que me dissesse algo, por outro estou a pensar em começar a ser treinador, o que também é algo que está em cima da mesa. Vamos ver para que lado cai o meu futuro.

Quer ser treinador?
Gostava muito. Há vários anos que tive a oportunidade de dar os primeiros passos. Comecei com o Renato Garrido [ex-preparador físico do FC Porto e atual treinador da Oliveirense e ainda selecionador nacional] nos sub-20 do FC Porto e depois, já no Viareggio, estive com os sub-11 e sub-20 e, no Trissino, com os sub-17. Depois de tantos anos ligados ao hóquei, é quase um processo natural. Não sei se serei como treinador o que fui como jogador. Não quero entrar num projeto de grande envergadura, procuro um crescimento sustentado.

Um jogador de topo é sempre muito acarinhado, já um treinador vive na corda bamba do resultado. Preparado?
Bom, ainda tenho a ambição de jogar, mas, se não acontecer, sim, estou. As pessoas conhecem-me e sabem que o meu nível de exigência é alto. Não consigo estar de outra forma, seja como jogador, treinador ou outra coisa qualquer. Além disso, sei como funciona um balneário e isso pode ajudar-me no futuro nesta nova carreira que quero seguir.

"Não fui eu que me adaptei aos italianos, mas eles a mim"

Após esta crise de saúde pública, o que vai acontecer ao hóquei?
É impossível saber. Cenários de alarmismo não vou fazer. Todos vão ter de se adaptar. Uns vão ter ainda mais dificuldades, outros vão aproveitar-se - haverá de tudo.


Como foram estes três anos em Itália?
O Viareggio e o Trissino são clubes muito diferentes. A começar logo pelo facto de ter mudado da praia para a montanha, até isso teve impacto em mim. O Viareggio é um clube grande, com uma estrutura já feita, em que se lutava por títulos. Conheci outros métodos, outra organização, também cresci como treinador. O Trissino tem uma projeção mais pequena, mas com vontade de ser maior. Falta o hábito de jogar a alto nível, falta cultura desportiva, mas poderá crescer no futuro se tomar as opções certas.


Quais as principais diferenças entre Itália e Portugal?

Algumas coisas, a começar pela formação, que, em Itália, está uns passos atrás da realidade portuguesa. Aqui, o jogo é mais pensado, em Portugal é mais espetacular. Mas também não se pense que aqui se trabalha com menos intensidade; a nível físico também se trabalha bem, mas Portugal é um pouco melhor.


Qual foi então a principal dificuldade?
A mentalidade de trabalho. Vinha habituado a um volume de trabalho que aqui não existia e essa era a minha luta: fazer as pessoas entenderem que não se pode pensar o hóquei só naquelas duas horas de treino ou de jogo, mas sim 24 horas. Tentei que se adaptassem a mim, não fui tanto eu a adaptar-me a eles.


Refere-se à desorganização?
Não. Aqui o hóquei é visto como um desporto de regiões e, em Portugal, é um desporto nacional, que é acarinhado por todos e que todos conhecem. Aqui há regiões que nem sabem o que é hóquei. Em Portugal, há hóquei na televisão e os jornais escrevem sobre a modalidade. Aqui não.

Fonte- Jornal “O Jogo”/ Paula Capela Martins * Foto- Fábio Poço / Global Imagens

2 Terça