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Pedro Nunes, campeão europeu em 2015/16 com o Benfica, analisou, a O JOGO, a fase de grupos da Liga Europeia, que apurou quatro equipas portuguesas para a final-four: FC Porto, Benfica, Sporting e Oliveirense.

Formato reduzido e concentrado devido à pandemia
"Todos sabemos que não é o que mais enobrece o hóquei em patins. Podemos chamar Liga Europeia, mas mais parecia uma liga ibérica. Contudo, ccongratulo-me com a sua realização, ainda para mais sabendo que foi a vontade dos clubes que prevaleceu, se calhar, relativamente ao próprio Comité Europeu. Não sendo o formato desejável, foi o possível."

Modelo competitivo
"Haveria poucas mais soluções. A questão da quarta equipa apurada ser o melhor segundo, podia ser feito de outra forma, com mais justiça... penso ter sido essa a vontade da maioria dos clubes. Mas quando se parte para uma competição todos sabem as regras, tem de se jogar com elas e no final, seja qual for o resultado é sempre o mais justo."

Apuramento de quatro equipas portuguesas
"A primeira nota de destaque é a hegemonia das equipas portuguesas. Das cinco, quatro foram apuradas. É um sinal forte que o hóquei português dá, principalmente frente aos principais rivais, que são as equipas espanholas."


Benfica
"Vimos um grande Benfica, muito forte em todos os domínios do jogo, com uma atitude e um caráter, que ainda pouco ou nada tínhamos visto essa época, com jogadores a um nível muito elevado e destaco alguns, por esta ordem: Pedro Henriques, Diogo Rafael, Gonçalo Pinto e Lucas Ordoñez."

FC Porto
"Vimos um FC Porto que era claramente favorito no seu grupo, mas que sentiu imensas dificuldades nos seus jogos. Não deixa de ser um justo apurado, ainda que tenha corrido alguns riscos, quer frente ao Noia, com o qual esteve a perder por 3-0, quer frente ao Barcelos, que controlou mas frente ao qual teve dificuldades em alguns momentos."

Sporting e Oliveirense
"Sporting e Oliveirense responderam de forma cabal e eficaz, especialmente frente ao Reus que para mim foi a maior desilusão da competição: o Reus atual já não é o histórico Reus, mas esperava mais competitividade. No último jogo, tanto Oliveirense, como Sporting souberam jogar com a questão do segundo melhor."

Barcelos
"Uma equipa que podia ter feito um pouco melhor: fez um bom jogo contra o FC Porto, mas esperava mais frente ao Noia, um jogo em que podiam ter entrado na discussão do apuramento."

Fator "ansiedade" gerada pelo formato reduzido
"Se isso se fez sentir, fez-se sentir nas duas equipas espanholas mais experientes: Barcelona e Liceo, também duas grandes desilusões, não tanto por não terem sido apuradas, mas pela pouca réplica que deram frente a um Benfica muito forte. Não encontro justificação para isso, porque são equipas compostas por jogadores altamente experientes, de elevado nível.."


Benfica, sem Nicolia, a fazer 13 golos, numa época de altos e baixos
"Não me surpreendeu pela capacidade da equipa, mas sim pela irregularidade que tem evidenciado em muitos períodos da época. A questão Nicolia: não sei quais as razões da sua não utilização, mas o Benfica provou que não depende de nenhum jogador e sim do coletivo. Quando este funciona tende a fazer esquecer um jogador de inegável categoria como é Nicolia, que muito provavelmente se jogasse podia ser determinante. Não jogando, o Benfica, se calhar, agarrou-se mais ao coletivo. Marcou muitos golos, mas o fator chave foi a organização e intensidade defensiva que combateu as características de uma equipa espanhola."

Eliminação do Barcelona
"O Barcelona descansou um dia, mas o Benfica também não se desgastou tanto frente ao Liceo. Se houve algum fator que fez com que o Barcelona tenha entrado precipitado na construção ofensiva, em que muitas vezes foi apanhado desequilibrado no momento em que perdia a bola era o facto de saber que só lhe interessava um resultado. O Benfica podia jogar com dois (vitória e empate). Ainda por cima o Benfica marcando cedo, ainda acentuou essa pressão que o Barcelona tinha de te de ganhar. O Benfica combateu muito bem o aspeto físico, daí o número excessivo de faltas. As equipas já não olham para o Barcelona como equipa inacessível, tem dois jogadores portugueses e há jogadores portugueses que já lhes ganharam e isso pode ser um fator motivacional."

Hegemonia das equipas portuguesas
"Esta Liga Europeia, nestes moldes, não deixa de ser um momento, mas que obriga a refletir do lado espanhol certamente que sim. E isto não se fez sentir só nesta Liga Europeia. Noutras edições isso já se verificou. Não é alheio o facto da qualidade que o campeonato português tem. Nós ganhámos ao acrescentar jogadores de nomeada, mas também os retirámos das principais equipas espanholas, fazendo-os adaptar ao hóquei português, abandonando um pouco a cultura do hóquei espanhol."

Prós e contra de uma final-four cem por cento portuguesa
"Prós: além de ser disputado em Portugal, são quatro excelentes equipas e o título vai ficar em Portugal. Numa altura de pandemia, torna-se mais fácil organizar num país em que as equipas são todas desse país. Contras: este formato não será o mais justo, mas é o possível. Noutro formato, se calhar, não estariam quatro equipas portuguesas."

Abordagens táticas
"Em regime de provas concentradas e de curta duração é muito importante a gestão de equipa, mas o fator defensivo assume enorme preponderância. Todas equipas têm um modelo de jogo semelhante, talvez destoando um pouco o Noia e Reus. Não vi grandes alterações àquilo que se faz ao longo da época. Umas são mais estruturadas do ponto de vista ofensivo, outras com linhas defensivas mais pressionantes, mas todas nas movimentações ofensivas procuram situações muito comuns."

Destaques individuais
"Tirando os consagrados, houve jogadores com bons desempenhos. O Miguel Rocha: registo que se tenha adaptado a uma zona de pista que não estava habituado. Houve um treinador há uns anos que tentou, mas não foi bem sucedido, porque se calhar ele não estava tão recetivo como agora. Tem feito uma excelente época no Barcelos, jogando quase como um pivô, com zonas de passe reduzidas para finalizar, a abdicar de situações de meia-distância, que é um dos seus principais atributos. O Gonçalo Pinto: espero que esta Liga Europeia tenha sido definitivamente o momento de afirmação. Qualidade, humildade e capacidade de trabalho não lhe faltam. O Àlex Rodriguez é um jogador já feito, com características parecidas às do Miguel Rocha e se calhar precisa de uma equipa que lhe ofereça outras condições. Se calhar, é um passo que deve dar. Manrubia já tinha sido referenciado pelo Benfica há cinco/seis anos. Faz valer a sua tática individual, sai bem em ações de um contra um, mas às vezes é ingénuo em momentos de decisão. Tem muito para crescer. Estranhei o guarda-redes Martí Zapater, que poderá substituir os consagrados na seleção espanhola, não ter sido utilizado. Tinha curiosidade para o ver jogar. É um dos valores para seguir no futuro."

Árbitros
"A nota positiva é que os árbitros não tiveram influência nos resultados. Mas há que rever o número excessivo de faltas em alguns jogos. Tem mais a ver com a interpretação das regras, do que a regra em si. O hóquei não pode deixar de ser um jogo de contacto. Só vimos árbitros portugueses e espanhóis e eles foram confrontados com uma situação que gera algum desconforto. Isso condicionou-os e temos de ser sensíveis a isso. Mas a forma como um árbitro espanhol olha para o jogo é diferente: o árbitro espanhol está habituado a jogos mais lentos, mais equilibrados, à procura da decisão nas bolas paradas, ao contrário do português que é mais rápido, mais criativo e que origina mais ações de um contra um e mais contacto."

Televisão
"Longe do que a Liga Europeia exige."

Fonte- Jornal “O Jogo” * Foto- Jornal "Record"

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