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2 Barbeiro Março

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“Este novo confinamento é a machada final para o Limianos e para todos os clubes que pretendem priorizar a formação. Numa altura em que estavamos expectantes face ao regresso da competição de que se ia ouvindo falar e nos deixava esperancados, recebemos esta notícia. Com estas medidas resta-nos oferecer resistência mas o cenário é desesperante” foi assim que Filipe André Carneiro, coordenador da Formação do Hóquei em Patins da AD ‘Os Limianos’, se pronunciou sobre as consequências do novo confinamento que entra em vigor esta sexta-feira.

Tal como em março de 2020, o desporto é obrigado a parar, apesar de todas as medidas que tomaram ao longo dos meses para seguir as indicações da DGS. Os clubes dotaram-se de planos de contingências, são muitos os cuidados no entra e sai do pavilhão, os atletas da Formação ainda não podem fazer treinos em conjunto, treinam menos tempo por treino e têm menos treinos. Mesmo assim, a decisão agora tomada pelo governo impede a continuidade dos treinos e dos jogos que não sejam na I Divisão das varias modalidades.

“NÃO VEMOS INTERESSE DO GOVERNO EM OLHAR PARA O DESPORTO COMO UM COMPLEMENTO AO COMBATE DO COVID-19”

André Carneiro Filipe referiu que “não conseguimos ver luz ao fundo no túnel, nem vemos interesse do governo em olhar para o desporto como um complemento ao combate do Covid-19” e adiantou: “vejamos, desporto é sinal de hábitos saudáveis, sinónimo de conhecimentos do corpo, conhecimento de regras, respeito por valores e pelo próximo. Não conheço um único clube que tenha sido responsável pela transmissão do vírus, e, embora já tivéssemos familiares e atletas afetados com o Covid-19, nunca a transmissão chegou ao seio do clube restringido-se a transmissão ao seio familiar e treinamos desde de Julho…”.

Por isso “não consigo perceber o porquê destas medidas generalizadas, sem estudos efetivos e sem sensibilidade do que realmente se passa todos os dias no terreno. É infelizmente a política que temos em Portugal”.

REDUÇÃO DO NÚMERO DE ATLETAS

Interrogado sobre se teme que o novo confinamento afaste ainda mais os atletas da modalidade e do clube, Filipe André Carneiro lembrou que “o Limianos tinha previstos competir esta época com equipas A e B em Sub-15 e Sub-13. Neste momento mal temos miúdos para competir com uma equipa em cada escalão. Estamos mesmo em risco de perder os poucos jogadores que foram resilientes durante este período e que demonstraram que, realmente, amam o Hóquei em Patins e querem muito fazer carreira desportiva na modalidade, mas com estas medidas tememos mesmo que venhamos a fechar as portas ou ter de recomeçar tudo do zero…”.

EQUIPA SÉNIOR COM GRAVES PROBLEMAS

Se o Limianos tem um problema grave na Formação, a situação dos Seniores, que militam no Campeonato Nacional da III Divisão, não é menos preocupante…

Os seniores são outro problema. As dificuldades económicas que o clube atravessa estão a ser severas face à inoperalidade que os constantes estados de emergência impuseram. A equipa Sénior já leva seis ou sete jogos em atraso face a situações que somos totalmente alheios, pois por nossa vontade jogaríamos tal como tem acontecido com a I Divisão, mas não nos permitem!”, disse Filipe André Carneiro, que para além de coordenador da Formação é o treinador da equipa Sénior.

“TEMOS UM MUNICÍPIO QUE POUCO OU NADA TEM ACUDIDO AOS NOSSOS PEDIDOS DE SOCORRO’”

Filipe André Carneiro referiu que “tem sido difícil obter apoios para o clube, os nossos patrocinadores estão muito preocupados e compreendemos que não nos possam ajudar muito mais, mas depois temos um município que pouco ou nada tem acudido aos nossos pedidos de ‘socorro’. Sei que a direção tem tentando agendar reunião com o município e os seus responsáveis e as pessoas continuam a ‘chutar’ para canto. O Limianos-Hóquei em Patins parece-me que é um bocadinho o ‘patinho feito’ da Vila, no entanto relembro que foi a única modalidade que representou o concelho ao mais alto nível, ao participar no Campeonatos Nacional da Divisão, a par da canoagem. Acho que a secção merecia mais respeito e mais carinho, até porque a solução é muito simples para continuarmos de pé. Basta haver boa vontade para que não tenhamos de fechar as portas de toda a secção, porque as pessoas que estão no Hóquei em Patins são pessoas idóneas e não vão, certamente, querer arrastar o clube para situações que ponham em causa o seu regresso num futuro incerto”.

“VALE A PENA COMPETIR ASSIM?”

Para Filipe André Carneiro a indefinição do tempo de confinamento também não ajuda na procura de uma solução de retoma…

“O facto de as medidas serem de tempo indefinido deixa-nos ainda mais preocupação e sem formas de programar como e quando regressar. Da forma como isto está leva a uma desmotivação total dos agentes do desporto e questiono-me até se não é melhor acabarmos de uma vez com este para-arranca e cancelarmos tudo de uma vez! Ou nos dão condições e confiam nos protocolos sanitários para competirmos sem interrupções inesperadas ou então mais vale ficarmos em casa e esperar por um regresso em que possamos trabalhar em condições. Da forma que as coisas estão a ser tratadas a verdade desportiva já nem existe…vale a pena competir assim?”.

Fonte- Desportivo do Minho/ Carla Noémia * Foto- Desportivo do Minho

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