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Modalidades estratificadas consoante o risco - baixo, médio ou alto - e testagem à consideração de federações e clubes que, no escalão sénior, têm luz verde para arrancar no quadro da pandemia de Covid-19.
Estas são as principais diretrizes do documento que a Direção Geral de Saúde (DGS) fez chegar às federações que já começaram a reunir-se, ontem de manhã através dos respetivos diretores técnicos (DTN) de andebol, basquetebol, futebol (futsal), patinagem (hóquei em patins) e voleibol. À tarde foi a vez dos presidentes comunicarem em videoconferência - com o propósito de elaborar o manual de procedimentos para a prática desportiva.
Às medidas gerais de limpeza, higienização e distanciamento previstas nas orientações anteriores, a DGS aconselha uma hierarquização de risco que pode ser baixo, médio - caso do andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e voleibol - ou alto, faixa em que se insere o râguebi ou o judo. Uma estratificação que atende ao contexto de treino e competitivo que se manterá à porta fechada.
O número de atletas é o ponto de partida, sendo de baixo risco qualquer modalidade individual, sem contacto físico ou em que este seja esporádico. No mesmo escalão estão as modalidades em que, mesmo com dois ou mais atletas, o distanciamento seja superior a três metros. Se este afastamento for inferior e houver contacto face a face e físico, o risco é o mais elevado. Torna-se médio quando o toque não permitido é esporádico.
Esta estratificação poderá ser aplicada na testagem, mediante a situação epidemiológica da região, sendo os testes aleatórios ou não nas modalidades de risco médio ou alto.
Deliberações que deixaram satisfeito Leonel Salgueiro, DTN do voleibol. «O segredo para ultrapassar tudo isto não passa pela testagem, mas pela consciencialização. De que serve os atletas cumprirem as normas no pavilhão, se depois estão com os amigos sem precauções?! Portugal só tem a ganhar, usando o desporto como exemplo para o bom comportamento», sustentou a A BOLA, lembrando o Nacional de voleibol de praia que, durante cinco fins de semana, andou pelo país e não registou casos. «Foram testados todos uma vez, assumiram e cumpriram o termo de responsabilidade assinado. Correu bem.» Mas em casos positivos, o que fazer e com que dinheiro? «Aí trata-se de saúde pública. As federações têm de elaborar plano comum», rematou.

Fonte-Jornal “A Bola” Texto- Célia Lourenço * Foto- FPP

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