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O Presidente da FPP em entrevista concedida ao Programa “Bola Branca” na Rádio Renascença
atira para segundo plano a relevância do Europeu que se disputará no verão, em França. O dirigente olha com preocupação para o panorama da patinagem e revela as linhas orientadores para minimizar o impacto vivido pelos clubes.
França, um dos países com maior índice de infetados pelo novo coronavírus, tem agendado para o mês de julho, entre 18 e 25, a realização do Europeu de Hóquei em Patins. Mas esta participação não é relevante para a Federação de Patinagem de Portugal, se em causa estiver a conclusão dos campeonatos nacionais.
Luís Sénica, máximo dirigente federativo, explica a Bola Branca que em caso de escolha "a federação irá pelo 'terminus' dos campeonatos nacionais".
O presidente da FPP sublinha que nesta fase a indefinição natural de uma posição não deixa de ser "uma preocupação", não só pela realidade, e em especial "pelo que se passa em França", mas também pela planificação relacionada com as competições nacionais.
No entanto, a atenção do dirigente não se cinge ao hóquei em patins. As restantes disciplinas são olhadas com redobrado sentido de responsabilidade. Luís Sénica recusa a ideia de ter que olhar para estes tempos com a negatividade de poderem causar o encerramento de clubes e associações. O presidente federativo diz mesmo que "desaparecer totalmente, não", mas admite que irá "condicionar a prática" e levar alguns a desistirem do escalão sénior para manterem as bases, a formação.
Certo é que para as entidades oficiais e governamentais já seguiu proposta de ajuda, por parte de quatro federações: andebol, basquetebol, patinagem e voleibol. Esperam, agora, que do outro lado haja disponibilidade para "mitigar a parte económica e a sobrevivência de alguns clubes".

Fonte- “Rádio Renascença” / www.rr.sapo.pt  * Foto- DR

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