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LuisQuerido123312

<Luís Querido, depois de duas Taças CERS pelo Barcelos, sagrou-se campeão em Itália, país onde sonhava jogar desde criança

No Lodi, foi chegar, ver e vencer, ao lado de mais dois portugueses; o treinador Nuno Resende e o colega Gonçalo Pinto. A festa foi rija e continua durante a semana, selando a longa época e o duro play-off.

Foi para Itália para cumprir um sonho de criança. Ser campeão logo no primeiro ano é muito mais do que imaginava?

O mais tentador na minha saída de Barcelos era jogar numa equipa que podia lutar por títulos. Fizemos 170 treinos, trabalhámos muito e o resultado foi o que queríamos, ser campeões.

Como foi a festa?

No fim do jogo foi espetacular: era fotos, autógrafos, abraços, valia tudo. Ao jantar fomos surpreendidos por uma centena de adeptos que lá foram com bandeiras. Depois fomos a uma discoteca. O único que se retirou cedo foi o treinador. Agora, esta semana vamos desfilar na cidade num autocarro descapotável. Espero que pare de chover senão estraga a festa.

Como foi aguentar uma época tão longa em que falharam a Supertaça, Taça de ,Itália o apuramento para os quartos de final da Liga Europeia e depois ainda ter de jogar um play-off?

Somos das equipas mais jovens do campeonato mas sabemos o que queremos e sabíamos que mesmo face a empates como aquele em casa com o Thiene, o penúltimo do campeonato, tínhamos de responder rapidamente para não perder o comboio. Sempre depois de um jogo mau o treino seguinte era uma coisa do outro mundo porque o que queríamos era esquecer rápido e estarmos prontos para o jogo seguinte.

O que foi dizendo o treinador?

O Nuno é um treinador muito tranquilo. Quando as coisas corriam mal sabia sempre chamar a atenção e sabia falar bem. Foi a peça mais importante no capítulo emocional. Soube sempre colocar-nos a cem por cento para o jogo seguinte. Reagimos sempre bem. O treinador nunca usou o mesmo cinco inicial. Mudou várias vezes. Aqueles que não eram titulares sabiam que havia um motivo. Obrigava todos a trabalhar. O que mais relaxasse, era uma carta fora do baralho.

Como descreveria este ano?

Acabou exatamente como eu queria muito que acabasse. Só por aí foi grande ano. A equipa teve sempre grande qualidade nos momentos de decisão. Por exemplo, vencer o Sporting em casa, que todos pensavam impossível; ganhar ao Forte dei Marmi no último jogo da fase regular para acabar em primeiro e a "negra" com o Viareggio em que sofremos muito e ganhámos. Custou-me imenso perder a Taça de Itália com o Follonica; não fizemos um bom jogo mas também aconteceram coisas que nos condicionaram e senti-me impotente. Ficou entalada. Não tanto a Supertaça, porque estava aqui há apenas um mês. Agora, na próxima Supertaça com o Follonica espero que seja a desforra.

Este título é o mais importante da sua carreira ou foram as duas Taças CERS pelo Barcelos?

Ganhar uma Taça CERS não é algo tão regular como um campeonato que se estende ao longo de oito meses. A Taça CERS em Barcelos marcou-me imenso, mas ser campeão é o marco mais alto.

Depois de uma semifinal com "negra" como foi arranjar forças para ganhar três jogos seguidos na final?

Depois da "negra" nunca nos passou pela cabeça ganhar três jogos seguidos na final. Desde o início encarámos todos os jogos como uma final o que era uma carga emocional grande. Eu acabei o segundo jogo com o Viareggio e este último que deu o título completamente esgotado. Depois de um jogo, primeiro que consigamos dormir... A adrenalina está em alta e a ansiedade também. Não foi fácil, mas gerimos bem.

Já disse que é muito amigo do Reinaldo. Eliminou-o e depois foi campeão. Ele já lhe ligou?

Ele ligou-me no próprio dia. Sempre dissemos um ao outro: se não ganhar eu, que ganhes tu. Na "negra", no final do jogo, ao cumprimentá-lo senti um nó na garganta. Custou-me vê-lo ficar pelo caminho.

Para o ano deixa-o o ganhar?

Não, não deixo [risos].

O que espera do segundo ano no Lodi?

Vamos perder um jogador do cinco inicial: o Giullio que vai para o FC Porto. O FC Porto foi inteligente em contratá-lo. O clube vai continuar a pedir-nos o título e o objetivo é esse. Se não for para isso preferia ficar em casa. Já a Liga dos Campeões depende do sorteio. Não estamos preparados para equipas como FC Porto ou Barcelona, que são equipas de topo mundial a todos os níveis, a começar pelo financeiro.

Com a saída de Gonçalo Pinto, vai ser o único português a jogar na equipa....

Forcei muito para que o Gonçalo ficasse. É um bom jogador, faz falta no balneário porque é super-trabalhador e super-humilde e espero que nos encontremos um dia mais tarde na mesma equipa.

Treinado pelo Reinaldo Ventura?

Isso é que era [risos].

Prefere ir de férias ou ir à Seleção Nacional?

Claramente, seleção. Não me importava nada de passar estes dois meses e meio que vou estar em Portugal sem ir uma única vez à praia. É o sonho de qualquer um vestir a camisola da seleção.

Sofreu ao ver o Barcelos não conseguir a terceira Taça CERS consecutiva?

Custou-me porque sou barcelense e tenho muitos amigos lá. Eles mereciam e mereciam os adeptos que, mais uma vez, fizeram milhares de quilómetros. Ainda por cima estavam em vantagem. Foram dez minutos de desconcentração no final que lhes custou caro.

Consegue arriscar um vencedor no campeonato português?

Não. Não tenho palpite. Vai ser até ao último jogo e isso é lindo.

Viu a final da Liga Europeia?

Vi e estava a torcer pelo FC Porto. Não sou portista mas tenho lá amigos. Infelizmente, não conseguiu. Viu-se um Barcelona muito forte, super-cauteloso a defender. Cometeu um ou outro erro o que é muito pouco para o adversário aproveitar. Fechou os caminhos ao FC Porto, que tem jogadores acima da média. Acabou por ser justo porque o Barcelona fez uma grande final.

Acabou de jogar pela primeira vez em play-off e em Portugal o modelo vai mudar de sorteio condicionado para primeira fase e fase final com metade dos pontos. O que prefere?

Jogar um play-off é extremamente duro. Joga-se sábados e terças. É duro fisicamente e com carga emocional enorme. Todos os dez/doze jogos são finais. Eu gostei porque ganhei. O modelo que Portugal vai adotar nunca joguei, mas isso proporcionará quatro jogos FC Porto-Benfica ou quatro Benfica-Sporting, em vez de dois, e isso é interessante.>

Foto±Fonte: Jornal "O Jogo"