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O Grândola está a viver uma época ímpar na sua história ao competir pela primeira vez no principal escalão do hóquei em patins nacional. A equipa alentejana ocupa a última posição do campeonato com apenas seis pontos conquistados em 20 jornadas e na próxima ronda recebe o Valença, um adversário direto na luta pela permanência.

José Gonçalves, natural de Grândola, é um dos jogadores que compõem o plantel e, tal como o emblema que representa, está a cumprir a sua época de estreia na primeira divisão. Autor de nove golos no campeonato, o avançado, que concilia os estudos com a competição, revela em entrevista ao zerozero.pt o estado de espírito do plantel quando faltam seis jornadas para o término da competição.

Sentem que o jogo com o Valença é de tudo ou nada na luta pela permanência por o campeonato estar a chegar ao fim e por ser contra um adversário direto?

Eu não sinto que seja. Julgo que não é um jogo que dita a permanência ou relegação de uma equipa. As contas estão complicadas para nós, e sabemos que uma derrota pode ainda piorar a situação, mas este é apenas mais um jogo, e sendo diante de um adversário direto, que na primeira volta nos derrotou em sua casa pela margem mínima, tudo vamos fazer para o vencer.

De que modo o Grândola pode surpreender o Valença?

Se na primeira volta podíamos tentar surpreender, uma vez que era a nossa primeira aparição perante a maioria dos adversários, penso que na segunda as equipas já se conhecem bem e que certamente levarão a lição bem estudada para dentro da pista. Em Valença mostrámos ser capazes de criar perigo junto da baliza adversária e de concretizar. Em Grândola vamos jogar perante o nosso público, será o nosso adversário a percorrer 500 quilómetros para nos visitar, mas para vencer teremos que ser mais coesos e competentes, principalmente a nível tático e defensivo.

O que é que tem faltado ao Grândola nesta primeira experiência na primeira divisão para poder estar melhor classificado?

À partida éramos vistos por muitos como uma equipa condenada à descida. No entanto, conseguimos mostrar o nosso hóquei e o porquê de termos conquistado o título da 2ª Divisão Nacional, deixando uma boa impressão e conseguindo dar uma boa réplica, mesmo a adversários de nível superior e jogando fora de portas. Penso que 12 a 15 pontos poderiam bem ajustar-se à nossa prestação até agora e deixar-nos-iam em posição de garantir a manutenção nos próximos jogos em casa. Não os conseguimos contabilizar, na minha opinião, por alguma falta de experiência na gestão de resultados, de preparação para as diferentes fases do jogo, por falhas na concretização em alturas chave, nomeadamente de bola parada, por algumas decisões controversas da arbitragem que comprometeram resultados, etc.

O Grândola tem de fazer nas próximas seis jornadas mais do dobro dos pontos que fez em 20. É realista pensar ainda na permanência?

Acho que não é justo assumir que tenhamos obrigatoriamente de pontuar. O facto de termos apenas 6 pontos e de sermos a equipa mais próxima da descida deve também servir para nos retirar alguma pressão para os jogos que aí vêm. Vamos trabalhar para amealhar o máximo de pontos até final, sabendo que receberemos três adversários directos, que estando mais próximos da manutenção, e sendo equipas com investimentos significativos para a conseguir, não se quererão atrasar e terão a pressão do seu lado. Teremos também três deslocações a pavilhões muito complicados, onde qualquer ponto conquistado seria positivo. No final, veremos o que conseguimos, mas temos consciência de que a manutenção é neste momento um sonho mais distante que nunca.

A nível pessoal, como está a correr a experiência na primeira divisão?

Poder competir na primeira divisão é um privilégio, tal como partilhar o campo com jogadores que vejo como ídolos. Em contrapartida, tem sido uma época cansativa e de muito sacrifício, com muitos quilómetros semanais percorridos para treinos e jogos, muitas horas despendidas, mas que têm valido a pena. Tem sido muito gratificante representar as cores da minha terra no melhor campeonato de hóquei em patins do mundo, bem como jogar perante um pavilhão sempre bem lotado de familiares e amigos. Independentemente do desfecho da época, estou feliz por ter vindo a dar um contributo válido à equipa, a evoluir enquanto atleta e hoquista, e com vontade de voltar a competir no escalão máximo do hóquei português tão rapidamente quanto possível.

Foto: Síntese Grândola ± Fonte: Zerozero.pt