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«Pedro Alves fez história no hóquei em patins, mas em 2011 decidiu rumar à Suíça, onde ainda jogou, foi treinador e abraçou uma carreira como comercial de bebidas e produtos alimentares

Venceu tudo o que tinha para vencer e ainda hoje é o atleta com mais jogos pela seleção nacional de hóquei em patins, modalidade que deixou de praticar aos 44 anos após terminar a carreira na Suíça. Foi também nesse país, em Genebra, que Pedro Alves, hoje com 47 anos, abraçou uma nova profissão. Sendo que, de certa forma, continua a promover a imagem de Portugal internacionalmente, desta vez enquanto comercial de produtos e bebidas nacionais.

Natural de Vila Franca de Xira, começou a jogar hóquei em patins com apenas 4 anos no clube local e só aos 10 rumou a uma equipa de topo, o Sporting, onde mais tarde acabou por conquistar o último título nacional dos verde e brancos, na temporada de 1987-1988. Foi assim que começou a rechear a sua carreira de troféus, num percurso em que se tornou uma das figuras principais da seleção nacional, que representou em 251 jogos (334 golos marcados), tendo em 2016 sido homenageado pela federação pelos seus feitos com a camisola das quinas.

"É um orgulho ainda hoje ter uma marca dessas. Fiz parte de uma grande geração de hóquei em patins do nosso país e só posso estar agradecido por isso. Mas não fui só eu, tivemos grandes gerações de hóquei em patins, grandes conquistas, fizemos muito por este desporto que também deu grandes conquistas aos portugueses", começou por dizer ao DN, antes de recordar a ponta final da sua carreira e o momento em que decidiu apostar numa nova saída para o exterior, depois da passagem por Espanha (Liceo da Corunha): "Em 2011, depois de sair do HC de Braga, ainda tive algumas propostas para rumar a outros campeonatos, mas na altura olhei a tudo, também do ponto de vista profissional, fora do hóquei em patins, e decidi emigrar para a Suíça."

Venceu todos os títulos possíveis
Em terras helvéticas, Pedro Alves ainda jogou no RHC Genève, clube que chegou a treinar durante alguns meses em 2016. "A Suíça é um país em que o hóquei é amador, mas que tem vindo a evoluir nos últimos anos. Felizmente pude fazer parte do seu crescimento", salientou o antigo jogador, que ao serviço dos helvéticos venceu todos os títulos nacionais possíveis.
Em matérias de troféus, aliás, numa carreira com mais de 30 anos em cima de oito rodas, Pedro Alves venceu seis títulos nacionais, primeiro pelo Sporting, depois mais dois no Óquei de Barcelos (onde também conquistou uma Taça dos Campeões Europeus), e finalmente três pelo FC Porto, entre outros triunfos a nível nacional, como quatro Taças de Portugal e cinco Supertaças.
Se a nível de clubes teve uma carreira exemplar, destacam-se ainda mais as conquistas ao serviço das seleções - começou por vencer dois Campeonatos da Europa de Juvenis e, já a nível sénior, quatro Campeonatos da Europa e três Campeonatos do Mundo, o último dos quais conquistado em 2003 em Oliveira de Azeméis. Curiosamente, há 15 anos, foi Pedro Alves que acabou por dar a última alegria aos portugueses no que a Mundiais diz respeito, já que foi dele o único golo da final.
"Lembro-me de que o pavilhão estava cheio e jogávamos contra uma grande seleção, a italiana. Foi muito disputado e felizmente conseguimos marcar um golo. Fizemos um grande campeonato e merecemos a conquista dessa medalha, porque fomos os melhores, tínhamos uma equipa muito forte", disse o ex-internacional, que se celebrizou ao lado de jogadores como Paulo Alves, Vítor Fortunato, Paulo Almeida e outros, acreditando que no futuro próximo a turma das quinas regressará a estas conquistas. "Houve uma altura em que o hóquei teve pouca divulgação em Portugal, sobretudo com a falta de títulos da seleção, mas agora as coisas estão a mudar e acredito que a seleção vai voltar a conquistar um Mundial. Nos últimos anos as coisas têm corrido bastante bem a nível de conquistas nas seleções mais jovens e esse caminho agora terá certamente um bom futuro", salientou.

Dos patins para as vendas
Quando se mudou em 2011 para a Suíça, Pedro Alves, como o próprio referiu, também começou a olhar para o seu futuro sem patins calçados, tendo agarrado uma oportunidade para se tornar comercial de bebidas e produtos alimentares portugueses.
"Sou comercial numa empresa na Suíça que representa grandes marcas portuguesas [entre as quais a Sumol, Sagres e Compal]. Poder vir para o estrangeiro e continuar a representar produtos nacionais é também um grande motivo de orgulho", sublinha o ex-jogador, que nunca se mostrou insatisfeito por ter de refazer a sua vida além-fronteiras. "Vim para a Suíça por uma questão profissional e à procura de melhores condições de vida. É evidente que uma pessoa nunca fecha as portas a um regresso ao nosso país, mas, por enquanto, estou feliz aqui. O futuro a Deus pertence", concluiu.»

Foto|fonte: Diário de Noticias