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3 Cabeleireiro Inicial

Terronia

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«O concelho de Valongo tem muitas marcas que o distinguem, como a regueifa, os biscoitos, os bugios e mouriscos, os brinquedos e... o desporto. Ao contrário do que se passa na maior parte do país, é o hóquei em patins que dita as leis. Uma paixão que nasceu na década de 50 do século XX e que já se transformou num grande amor.

O entusiasmo da cidade em volta desta modalidade é tal, que o futebol deu-lhe a vez como desporto-Rei. E merecidamente, não só o hóquei em patins leva mais longe o nome do concelho ao estar no principal patamar nacional, como tem produzido alguns talentos que agora encantam noutros emblemas.

"No concelho de Valongo o hóquei em patins representa muito, em especial para a cidade, costumamos dizer que é a capital do hóquei, quando somos visitados por outras equipas. Em quase todos os jogos há casa cheia, independentemente se vêm os ditos grandes clubes", avança Paulo Esteves Ferreira, vereador do desporto da autarquia, salientando: "Valongo vive este desporto de maneira diferente e tivemos essa confirmação quando fomos campeões nacionais. A cidade viveu essa vitória de uma forma tão intensa e participativa. Toda a gente saiu à rua para saudar o autocarro que transportou os campeões nacionais e foi emocionante ver que que pessoas estão com o hóquei, gostam de ver e vivem o hóquei".

As origens dessa paixão remontam a meados dos anos 50 do século passado e à criação da Associação Desportiva de Valongo. "A modalidade começa a ser praticada num rinque ao ar livre e com piso de cimento, na Praça Machado dos Santos, que fica no centro da cidade, onde havia a eira de Valongo", explica o vereador.

José Dias, presidente da AD Valongo, ainda recorda os tempos em que a modalidade se praticava ao sabor do clima. "O rinque era aberto ao público, quem tivesse uns patins podia ir para lá andar, mesmo sem treinador ou sem equipa, toda a gente podia praticar e isso fez nascer o bichinho. Jogávamos à chuva, os balneários eram numa casa particular, tinham de atravessar a rua para ir do campo aos balneários", lembra o dirigente, que chegou a jogar, mas rapidamente viu que o futuro não passava pelas quatro rodas.

Mais tarde, a Câmara Municipal de Valongo construiu o pavilhão e, desde então e até agora, o hóquei em patins foi crescendo e chamando cada vez mais jovens do concelho e das zonas limítrofes para a formação.

"Atualmente serão mais de 100 atletas a receber formação através da AD Valongo, que tem uma escola que é referência nacional. Ainda recentemente foi considerada a melhor formação a nível nacional. Isso é fruto daquilo que são as características do clube", acrescenta Paulo Esteves Ferreira, frisando: "Há um slogan que o caracteriza: Orgulho, Raça e Tradição. E isso vê-se não só nos jogos, mas também na formação dos jovens. Os atletas encarnam esse slogan, porque jogam com raça, com orgulho de envergarem esta camisola e a tradição vê-se em quase todos os jogos, sejam dos seniores ou dos mais jovens, com a casa sempre com uma boa assistência. E, acima de tudo, ganhamos títulos. Pois para alem do campeonato nacional sénior, temos vários campeonatos nacionais ao nível das formações".

E para o vereador a justificação para os jovens preferirem o hóquei em patins, deve-se a uma simples razão: "Porque temos uma escola que funciona e de onde saem campeões nacionais".

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Já Miguel Viterbo, treinador dos seniores e coordenador da formação, aponta outra razão para estimular a juventude a aderir a este desporto. "Os miúdos que vêm para Valongo fazer a formação, porque sentem e têm exemplos de que podem chegar à primeira equipa".

"Quando isso acontece, eles treinam com outra atitude, outro foco e outra determinação para, no futuro, conseguirem chegar onde querem, e vêm que neste clube existe essa possibilidade, e quando assim é treinam de forma diferente", analisa o técnico, que se iniciou na patinagem com apenas quatro anos, em Fânzeres (Gondomar), de onde é natural.

Campeão nacional pela AD Valongo em 2014, Miguel Viterbo não encontra explicação a relação que Valongo tem com a modalidade. "Não consigo mesmo entender esta paixão. Aqui vive-se o hóquei como se calhar se vive o futebol em 90 por cento das cidades e vilas de Portugal. É uma magia, uma forma de estar e de viver. As pessoas vêm ao hóquei como noutras cidades vão a um shopping ou a um evento social. Não é por acaso que Valongo é considerada a capital do hóquei em patins", refere o treinador, não esquecendo o papel fundamental que os pais desempenham em todo este processo.

"Não é um desporto muito económico, é até bastante caro e dou muito valor aos pais que trazem os miúdos para esta modalidade. Se forem para outro desporto, como o atletismo ou até mesmo futebol, gastam se calhar 100 ou 150 euros em equipamentos, no hóquei isso não acontece. Desde patins, stick, caneleiras, joelheiras, luvas, e já nem vou falar do equipamento de um guarda-redes, a despesa é enorme. Por isso há que valorizar, acima de tudo, os pais", enaltece Miguel Viterbo.

Esta paixão por este desporto de quatro rodas, reconhece, contudo, Paulo Esteves Ferreira, sente-se mais no centro da cidade do que nas freguesias envolventes. "Em Valongo acho que sim, a tradição está de tal forma enraizada que, por força dos pais ou avós, os miúdos acabam por saber que existe o hóquei e até acabam por experimentar. Nas outras freguesias, por força desta marca que é tão forte, toda a gente sabe que ela existe, pode é não estar tão implantada", anota o político.

Por isso, este ano, a autarquia vai promover um "roadshow" pelos agrupamentos de escolas do concelho para "mostrar a potencialidade da formação que existe no concelho, não só do hóquei, mas de outras modalidades e vai promover o hóquei fora da freguesia de Valongo".

Apesar de todo o destaque que esta modalidade tem, no concelho, para além da AD Valongo só mais um clube - o Centro Social e Paroquial de Alfena - possibilita a prática do hóquei em patins, embora só nos escalões de formação.

E se a autarquia gostaria de ver esse número alargado, já o presidente da AD Valongo, prefere que continue tudo como está. "A nossa cidade é tão pequena que ter outro clube não se justifica, pois senão acontece como no futebol, que tem tantos clubes, mas não tem nada. Mais vale ter um e estar na 1.ª Divisão Nacional, do que ter muitos e quase nem saber em que divisão as equipas andam. Não concordo muito em haver mais equipas de hóquei em patins, mais vale um que seja bom do que vários e não termos expressão", finaliza José Dias.

Talentos da formação

Orgulhosos de envergar o emblema da AD Valongo estão os futuros talentos da modalidade. O guarda-redes Bernardo Mendes, 18 anos, ainda tem idade de júnior, mas já chegou à equipa principal, sendo o suplemente de Leonardo Pais. "Sempre tive essa ambição de um dia vir aos seniores e como vi outros exemplos de jogadores juniores que iam jogar, acreditei que era possível", afirma o jogador, que representa a AD Valongo desde os infantis, depois de se ter iniciado aos oito anos no hóquei em patins.

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"Comecei a jogar no Casa do Povo de Sobreira, mas já estou neste clube há sete anos e sinto que tive uma grande evolução como jogador e tudo graças a este clube que tem uma das melhores formações do país e que mais jogadores leva à equipa sénior", salienta o guarda-redes.

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Pelo mesmo diapasão de saberem que chegam mais depressa aos seniores no clube valonguense alinham os colegas da formação Diogo Barata (15 anos), Ivo Meneses (14 anos) e Vítor Oliveira (11 anos), todos a jogar na posição de avançado. Para além disso, pelo caminho têm também a hipótese de juntar ao currículo títulos nacionais jovens, um fator que os motiva ainda mais a continuar focados no trabalho.

"O meu objetivo é ser campeão, esforçar-me e conseguir outras coisas na modalidade", diz o mais jovens dos três, que experimentou o hóquei em patins aos três anos, por influência do pai.

A paixão de Ivo Meneses por este desporto também começou pela mesma altura. "Pratico a modalidade há 11 anos. Um dia vim ver uma partida de hóquei e fiquei fascinado e o meu pai perguntou-me se não queria vir experimentar. No início caí algumas vezes, mas gostei, fui adorando e aqui estou eu", conta o sub-15, que sonha "dar o salto", mas primeiro quer "divertir-se ao máximo". "O facto de vermos jogadores que passaram na formação chegar aos seniores dá-nos alento. Se possível, gostava de chegar a um clube de maior dimensão. Caso não aconteça, quero jogar aqui, pois já me orgulho bastante de representar a AD Valongo. É o meu clube de coração", completa Ivo.

Para Diogo Barata, que começou na modalidade há 12 anos, por influência do irmão, não é nenhuma surpresa o sucesso da formação, que já lhe permitiu representar Portugal ao mais alto nível. "Eu participei no europeu de sub-17 no ano passado. A AD Valongo tem levado vários jogadores às seleções distritais e nacionais", salienta o avançado dos juvenis, anotando que na base de um possível sucesso está o trabalho. "Cada atleta tem a tarefa de trabalhar para conseguir alcançar o máximo de objetivos possíveis. Se tiver o foco de vir para aqui trabalhar e não passear, as coisas acabam por sair naturalmente. A qualidade vai aumentando com a idade", termina Diogo.»

Foto|fonte: JN

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