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Terronia

LeonardoPaisValongo12

«O capitão do Valongo é filho da antiga glória portista e seccionista. Habituaram-se a defender emblemas rivais. Apoiam-se mas o guarda-redes espanhol é a grande referência em pista.

Filho de Franklim Pais, antiga glória, treinador e atual diretor da secção do FC Porto, primo dos irmãos António e Fernando Gomes da Costa, não faltarão motivos de conversa à mesa do capitão do Valongo, Leonardo Pais, neste Natal. Mas a realidade é que «o hóquei em patins não é muito um tema de casa» desde que o benjamim sonhava em seguir as pisadas do pai, o «herói» de infância, substituído pelo «ídolo» Edo Bosch, duas décadas a vestir de azul e branco e ainda influência.
O Valongo atinge o final do ano com os primeiros jogos ante os candidatos já resolvidos e sem ganhar a Oliveirense (1.a jornada), Benfica (5.a), FC Porto (6.a) ou Sporting (7.a). Mas o campeão nacional não se livrou de um valente susto em Valongo, a 29 de novembro, num jogo emotivo (5 -3).
Franklim Pais viu o filho magoar-se, mas ambos já se habituaram a ocupar posições rivais em rinque. «Já defronto o meu pai há sete anos. É perfeitamente normal agora, mas foi muito complicado no início. O meu pai costuma desejar que o FC Porto ganhe e eu seja o melhor em campo. Não posso dizer o mesmo. Prefiro vencer e que tudo corra bem. Basicamente, temos ambições próprias, mas a sairmos bem dos jogos», conta Leonardo Pais, 27 anos, sorridente.
Oriundo de uma família de hoquistas — os gémeos famosos ao serviço de Juventude de Viana ou Infante de Sagres, nas décadas de 70 e 80, são primos — , o capitão iniciou-se na patinagem de olhos postos na baliza.  
À semelhança de «todas as crianças, que idolatram os pais», o antigo guarda-redes era «o herói» do filho. «Quando era mais novo, diria que queria superá-lo. Mas é difícil porque ele ganhou muitos títulos. É sempre bom ter um pai reconhecido pela carreira. Tento seguir as pisadas e receber todas as indicações.» 
Um apoio essencialmente «psicológico, fundamental num guarda-redes», porque Leonardo Pais não esconde a admiração por Edo Bosch, «ídolo de sempre» e com quem tem «relação muito próxima», desde os iniciados, então aprendiz do guarda-redes e treinador da formação.
«Acompanhei-o sempre, até na televisão. Ia aos jogos para vê-lo e não olhava para mais ninguém. Queria ver tudo o que fazia!»

Gato e rato
No final da visita do Valongo ao reduto do Sporting (1-3), no último dia 3, uma criança corre na direção de Leonardo Pais à saída. O capitão não é propriamente um dos ídolos de Dinis Santos, guarda-redes dos sub-13 do Dramático de Cascais, mas será um dos monitores no estágio da Escola Edo Bosch, na qual ensina desde os 17 anos.
«Portugal dispõe de bons guarda-redes e continuará assim porque, como acompanho os jovens, apercebo-me de nomes muito fortes», justifica Leonardo Pais, refutando o «mito» de que só há bons guardiões em Espanha.
«Flexibilidade, técnica, concentração e, acima de tudo, gosto em defender», são as qualidades indispensáveis a um guarda-redes, segundo o filho de Franklim Pais. «Para os pequeninos, é importante gostarem de estar na baliza. Só assim há bons executantes porque é posição extremamente difícil, exposta a muita pressão. É muito mau se não houver apetência.» 
O ainda designer de comunicação, responsável pela empresa Perto. Design, lembra que o guarda-redes é mais «preponderante», com os lances de bola parada. «E a este nível de I Divisão, todos são analisados pelos jogadores e vice-versa. É quase o jogo do gato e do rato. É muito engraçado.»

Feliz na luta
«Terminar a temporada o mais acima possível na classificação» é a meta do Valongo, diz Leonardo Pais. «O objetivo imediato é
sempre entrarmos em todos os jogos com vontade de ganhar e concretizarmos essa ambição.»
Fora das competições europeias nas últimas duas épocas, nomeadamente a Taça CERS, o guarda-redes lembra a luta e a «realidade de um clube pequeno para oferecer todas as condições aos jogadores, a quem nada falta para competirem na 1 Divisão».
Leonardo Pais chegou ao Valongo em 2015/16 e sente-se «bem e orgulhoso» por representá-lo. «Faz-me feliz. Acreditamos na
nossa capacidade de discutir os jogos de igual para igual.» É o capitão de «uma equipa em constante crescimento, que apoia muito os jovens». Para trás ficou a Juventude de Viana, que representou ao partir do FC Porto, num processo «natural» de que não se arrepende.»

Separados pela técnica
«Leonardo Pais recebeu poucas influências do pai, não só porque o hóquei em patins «não é muito um tema de casa», como foram separados pela evolução da técnica na baliza. «Ele foi dos últimos guarda-redes a defender de cócoras e eu já o faço de joelho no chão, com alguma influência espanhola do Edo [Bosch, ex-guarda-redes de FC Porto e Juventude de Vianaj», explica o capitão do Valongo. Desta forma, «conselhos ou treinos» também nunca fizeram parte da relação filial, resumidos, «no máximo, a mandar umas bolinhas na praia, mas nada de específico». Leonardo Pais nem sequer se recorda de qualquer treino com o pai, que orientava o FC Porto quando o filho começou a despontar nas camadas jovens. O peso do apelido familiar nunca
o intimidou e o guarda-redes catalão também rapidamente ocupou um papel preponderante no processo de aprendizagem. «Eu e o meu pai sempre tivemos uma relação saudável nesse aspeto», remata o benjamim.»»

Foto: AD Valongo | Fonte: Jornal "A Bola"

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