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JoséPinto
José Pinto é um dos mais experientes árbitros portugueses e com um currículo invejável, já apitou quase todo o tipo de jogos, das mais variadas competições, faltando-lhe apenas a Supertaça de Portugal e a Taça Intercontinental para fechar em beleza uma carreira de grande qualidade. Afeto ao CRA do Porto, tem 50 anos e é residente na cidade do Porto, sendo árbitro de hóquei em patins, à precisamente 27 anos!

Plurisports (PLR): Quais as principais razões que o levaram a ser árbitro?
José Pinto (JP): As principais razões que me levaram a ser árbitro foi o gosto pela modalidade e o facto de o meu pai também ter sido árbitro durante 25 anos. Nessa altura já o acompanhava para ver jogos que ele ia arbitrar. Quando ele terminou a sua carreira na arbitragem, começou a de dirigente no CRA de Aveiro, como Presidente. Então aí surgiu o convite por parte dele para que eu frequentasse o curso de árbitros, ao qual eu acedi de imediato. Fiz os dois primeiros anos de árbitro no CRA de Aveiro como árbitro estagiário, pedindo depois a transferência para o CRA do Porto, tendo subido a árbitro de 1ª categoria em 1993 e a árbitro Internacional em 1997.

PLR: Tendo em conta o papel do árbitro no jogo, como peça fundamental e indispensável ao mesmo, acha que os árbitros deveriam ser tratados de outra forma?
JP: Sim, penso que os árbitros em qualquer modalidade que seja, deveriam ser tratados com mais respeito, pois em cada jogo tentam aplicar as regras da melhor forma para benefício do espetáculo desportivo, nem sempre sendo possível. Ser árbitro não é fácil porque estamos sujeitos a muita pressão e temos de ajuizar os lances do jogo numa fração de segundos e nem sempre os analisamos da melhor forma, porque os árbitros são seres humanos tendo o direito de errar como qualquer outro agente ligado ao jogo.

PLR: Quais os momentos positivos mais marcantes da carreira?
JP: Existem vários momentos marcantes na minha carreira de árbitro, sendo um deles no ano de 2000, em que venci o Troféu Serpa na 1ª Gala da Patinagem. Já em 2003 e 2009, também foi importante para mim ter sido o ''Árbitro do Ano'', elegido pelo Conselho de Arbitragem. Finalmente, também julgo ter sido marcante arbitrar a final do Campeonato do Mundo de Séniores Masculinos em 2009 entre as seleções da Espanha e da Argentina.

PLR: Quais os momentos menos positivos?
JP: O momento menos positivo foi quando me diagnosticaram um grave problema de saúde, estando eu no auge da minha carreira desportiva, tendo subido nessa altura à categoria de Internacional, e fui obrigado com muita pena minha a deixar a arbitragem durante um ano. Entretanto consegui vencer essa adversidade podendo-me orgulhar de tudo o que fiz na minha carreira desportiva enquanto árbitro e de ter dignificado a arbitragem tanto a nível nacional como a nível internacional.

PLR: Quais objetivos a curto/médio prazo?
JP: Os meus objetivos já foram alcançados pelo facto de já ter chegado à categoria máxima da modalidade, que é a Internacionalização, que penso ser o que todos os árbitros ambicionam e por já ter arbitrado quase todas as finais quer a nível internacional como a nível nacional.

PLR: Qual o jogo/competição que sonha um dia apitar?
JP: A nível internacional uma Taça Intercontinental e a nível nacional uma Supertaça, porque são finais que nunca arbitrei em toda a minha carreira.

PLR: Que mensagem deixa a todos os intervenientes do Hóquei em Patins?
JP: Que todos os países se unam para que juntos possamos fazer do Hóquei em Patins uma modalidade mais forte, porque ainda recentemente no Campeonato Europeu de Sub20 na cidade de Valongo, realizou-se um Clinic para se debater diversos assuntos e os únicos países que estiveram presentes, além dos árbitros, foram de Portugal, Espanha e Itália, que se fizeram representar por dirigentes e treinadores. Os países que poderiam ter mais interesse nesta iniciativa nem sequer compareceram. Também que haja uma maior divulgação do Hóquei em Patins na imprensa escrita, porque a nível de transmissões de jogos já se vai fazendo algo de melhor. Aproveito também a oportunidade para agradecer à Plurisports tudo o que tem feito e que de certeza irá continuar a fazer para a divulgação da modalidade, que penso eu ser a que mais títulos continua a dar ao nosso país.