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les-diables-rouges-sont-de-retour-en-nationale-1Duarte Delgado é um dos casos de sucesso de Portugueses que espalham o nosso hóquei por essa europa fora.

Natural da Benedita, com 30 anos de idade, fez todo o seu percurso de formação no HC Turquel, onde permaneceu até aos 24 anos. Depois vestiria a camisola dos leões do SC Marinhense, acabando por ingressar no Alcobacense, quando estes reiniciaram a equipa sénior.
À duas épocas recebeu o convite do Ploneour Lavern, Clube do Norte de França e que militava na 2.ª Divisão. A temporada passada assumiu o comando técnico da equipa Bretã e não podia ser melhor esta estreia. Subiu de divisão, e prepara-se para disputar o campeonato principal francês na época que se aproxima.
De férias em Portugal, tivemos oportunidade de estar um pouco à conversa com Duarte Delgado, e saber um pouco mais desta sua aventura em terras gaulesas.


PLURISPORTS- Depois de época e meia no campeonato francês que balanço fazes desta aventura "fora de portas"?

DUARTE DELGADO- Esta aventura não poderia ter corrido de forma mais positiva. A 1ª fase foi sem dúvida a mais complicada, ou seja, a alteração de rotinas, uma nova língua, uma forma diferente de estar na modalidade foi o processo mais complicado desta minha nova "aventura".
Ultrapassado esse processo, tudo melhorou e os resultados falam por si.
Definimos 3 objectivos no início da temporada, todos eles foram alcançados. Fazendo o balanço de toda a temporada não poderia estar mais satisfeito.

PLR- Para além de jogador, foste Treinador também, uma tarefa complicada, mas que te saíste bem.Como foi vestires a "pele" de "mister"?

D.D.- Foi sem dúvida o processo que senti mais dificuldades.
A minha opinião sobre o "papel" Treinador/jogador não é a mais positiva. Penso que é possível trabalhar nesse condição mas como alternativa e não como um projecto.
Na minha situação, tive a sorte de liderar um grupo que rapidamente compreendeu a minha posição e facilitou a minha tarefa.
Ser um amigo, colega e uma atleta como todos outros fora da pista e ser o líder passado alguns momentos dentro de pista não foi de todo fácil na fase inicial.
A experiência foi bastante positiva, fez-me perceber e crescer em algumas situações que até antes não tinha a mesma visão.
Mas continuo a afirmar que é possível trabalhar nesta condição mas penso que uma das partes irá ficar sempre a perder.

10411391 893450047339195 8395324481663979241 nPLR - Mas a época passada fica na história por vários motivos. A tua estreia como técnico e para mais, a levares os "Diable Rouge" à 1.ª Divisão. Valeu a pena o esforço e a aposta, correto?

D.D.- Sem dúvida que valeu o esforço.
Nós enquanto atletas/técnicos, não existe melhor sentimento que chegar ao final da temporada e atingir os nossos objectivos.
E eu não sou excepção. Subir de divisão sem qualquer derrota e tornar-nos campeões nacionais da 2ª divisão, vai ficar na história do clube e claramente na nossa.

PLR - Agora a responsabilidade será certamente acrescida. Preparado para as exigências que aí vem?

D.D.- Tenho por princípio, ter sempre algum receio e respeito pelos adversários. Isso faz com que nos preparemos de forma séria para o desafio que nos espera. Sei das exigências do clube e sei das dificuldades que vamos encontrar.
Vamos preparar-nos para nos encontrarmos ao nível das exigências. Sei do que nos espera e só um Ploneour competente, sério e forte conseguirá os objectivos que nos propusemos.

PLR - Falando agora do Ploneour. Como foi vivida pelos sócios e região, esta subida?

D.D.- Com o passar do tempo e com os resultados a surgirem, os adeptos, sócios começaram a falar que poderia ser possível. Estou numa vila pequena, lembro-me perfeitamente de frequentar os cafés locais e as pessoas procuravam-nos para fazer esse género de perguntas e elogiarem-nos pelo que tínhamos conseguido até ao momento.
Após conseguirmos os objectivos, foram momentos festivos como acontece no nosso País.
As pessoas sentiram orgulho em nós e no clube, logo pelo facto de ser uma vila pequena com cerca de 5.000 habitantes.

PLR - Em termos de formação, o Clube está a trabalhar bem?

D.D.- Quando aceitei o convite do clube, foi na função de coordenador de formação também.
Trabalhei com todos os escalões de formação este ano. Encontrei uma realidade diferente do que até hoje tenho vivido.
Muitas das coisas, eram contra os meus princípios e forma de estar. Passados alguns messes tudo se organizou e ficou mais próximo do que eu pretendia.
Neste momento estão reunidas as condições para se desenvolver um trabalho melhor em toda a formação e num futuro próximo, conseguir enquadrar os atletas no equipa principal e "fugir" um pouco ao estar constantemente a ir reforçar o clube com estrangeiros ou jogadores de outros clubes Franceses

PLR - Mas o Hóquei em Patins na Zona onde estás é uma modalidade em crescimento, ou não?

D.D.- Pode afirmar que é a região "forte" do hóquei em França.
O hóquei em patins está claramente em evolução constante. Não tenho dúvidas em afirmar que no espaço de 4, 5 anos vão conseguir ser competitivos com os grandes Países do hóquei patins.

PLR - Aproveitava a deixa e perguntava-te como analisas o HP em França. Pelo que estamos a ver nas provas europeias de selecção, a cada ano que passa estão a crescer. Concordas?

603583 10152516759146125 8094676970281859617 nD.D.- Concordo na totalidade. O facto de estarem muitos estrangeiros quer como atletas quer como técnicos vem trazer mais competitividade ao campeonato Francês.
Ao trazer competitividade, vai trazer evolução. As selecções mais jovens sub17 e sub20 são de facto bastante interessantes.
Os sub17 inclusive conseguiram ser finalistas contra Portugal (eliminando a Espanha) penso que são factores de evolução e o que faz pensar e afirmar o que disse anteriormente

PLR - Falaste dos estrangeiros nos campeonatos franceses. Na próxima época vais ter 3 reforços "Lusos". André Ramos, Marcos Pinto e Daniel Félix. Dois deles que conheces, bem e jogaram contigo no Alcobacense e Marcos Pinto com experiência de 1.ª Divisão em Portugal. Estes reforços são o garante de o Ploneour fazer um campeonato tranquilo?

D.D.- Não posso afirmar que poderemos fazer um campeonato tranquilo.
Até porque espero um campeonato bastante exigente e competitivo.
Os nomes que referiste, são atletas que penso que nos poderão ajudar em atingir os nossos objectivos.
São pessoas da minha confiança. Que sei que compreendem a minha posição e que se enquadram naquilo que eu pretendo.
Se vai ser suficiente ou não, logo iremos saber. Caso não seja, assumo toda a responsabilidade pois foram as minhas opções dentro de um "leque" enorme que poderíamos ter connosco.

PLR - O contingente de jogadores portugueses a ir para França, é enorme. De ano para ano vai aumentando o numero de jogadores nos campeonatos gauleses. Na tua perspectiva Isso deve-se a quê?

D.D.- A falta de estabilidade no nosso País, faz com as pessoas procurem novas alternativas fora de portas.
No meu caso, foi essa a razão. Não poderei responder por todos os outros mas penso claramente que passa por esse motivo.

PLR - Mas de qualquer forma fica a ideia que vem acrescentar qualidade às provas. Concordas?

D.D.- Concordo. Em França estão muitos atletas de Espanha, Argentina e começam a surgir Portugueses. O que vem trazer qualidade e competitividade ao hóquei Francês.

PLR - Para terminar, queira perguntar mais uma coisa. Ainda teremos oportunidade de ver o Duarte Delgado a jogar em Portugal, ou esta tua ida para França é definitiva?

D.D.- É uma boa questão, mas que eu não sei responder de momento.
Neste momento encontro me num projecto que aceitei e não faz parte dos meus princípios "abandonar o barco".
Mas nunca se sabe o dia de amanhã...