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O SC Beira-Mar decidiu apostar novamente no Hóquei em Patins, criando uma nova secção, totalmente dedicada à modalidade. A secção, além de composta por sócios e simpatizantes do clube Aveirense, é também por gente que sempre esteve ligada ao Hóquei em Patins e que nunca perdeu o contacto com a mesma, conseguindo agora, realizar um sonho, inscrevendo a equipa no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, procurando assim fazer ressurgir um projeto que outrora já foi bastante consistente. Assim, estivemos à conversa com Paulo Bóia, que é o Diretor Geral da Secção e um dos mentores desta ideia que agora renasce.

Plurisports (PLR): Como surgiu a ideia para o ressurgimento do Hóquei em Patins no S. C. Beira-mar?
Paulo Bóia (PB): Há já alguns anos, que em Aveiro e num raio de 35/40 kms, não existe uma equipa sénior de hóquei em patins a jogar oficialmente. Alguns elementos ligados à formação no CENAP, como treinadores mantinham o desejo, não só de voltarem a jogar em competição, como também mostrar um futuro aos atletas a quem ministram o ensino do hóquei. O CENAP possui uma academia de formação de hóquei em patins ao nível de diversos escalões étarios inferiores ao sénior (neste momento dos bambis até juvenis) promovendo a prática da patinagem e hóquei à população de Aveiro, mas a sua direcção estabeleceu como prioridades estratégicas, a aposta na formação em detrimento de participações mais competivas no escalão sénior conforme o seu objeto social preconiza. Ao pensar-se em alternativas, eu apareço com a sugestão do S.C.Beira-mar, pois em Aveiro “somos todos Beira-mar” e, assim, facilmente a compatibilidade com outros clubes de formação como o CENAP ou até mesmo o FC Bonsucesso nunca seria posta em causa. Visto que se tratava de um projecto amador tomei, então, a iniciativa de liderar esse processo com o apoio dos elementos técnicos ligados ao CENAP que pretendiam voltar a jogar.

PLR: Qual foi a recetividade da Direção do S. C. Beira-mar quando lhes apresentou este projeto?
PB: Apesar de o Beira-mar se encontrar numa grande fase de reestruturação desportiva e financeira, a nova e recém-empossada direção aceitou com agrado e total confiança no novo projeto, desde que a secção assumisse total autonomia financeira, apesar da existência de supervisão e controlo da mesma no quadro orçamental do clube para as modalidades amadoras. O Beira-mar é um clube eclético e é desejo da Direção voltar a possuir secções como o hóquei, o andebol, o atletismo e a natação de forma ativa, o que tudo parece vir a acontecer em breve. Como beiramarense fico feliz com esta decisão global. Gostaria de relembrar que o Beira-mar já teve hóquei em patins nos anos 70, tendo participado por 3 épocas na 1ª divisão norte até 1974. A própria claque auri-negra irá nos apoiar nos jogos em casa aos Domingos pelas 18:30, como aliás já o fez no recente torneio “Águas de Sal”, organizado pelo CENAP.

PLR: Onde podemos ver a equipa do S. C. Beira-mar a treinar e jogar?
PB: O pavilhão do SC Beira-mar encontra-se completamente preenchido em termos de horários tomados pelo basquetebol e futsal , tendo a sua situação agravada com a recente venda deste património a um investidor como forma de liquidação de passivo. Prevê-se para breve a sua demolição. Como alternativa e dada a ligação de elementos ao CENAP foi protocolado uma parceria Beira-mar / Cenap para a realização dos treinos e jogos no pavilhão deste último, que fica na Póvoa do Paço, Cacia (junto à fábrica da Renault). É meu desejo, que um dia com a construção de um novo pavilhão para o Beira-mar possamos jogar em casa própria.

PLR: Quem estará à frente deste projeto? Quem será o treinador?
PB: Estamos no ano zero “0” e por ora apenas caberá a supervisão técnica a mim e a função de treinador ao Carlos Pinho, que desde já agradeço ter aceite o nosso projeto apesar dos restantes convites que dispunha, inclusivé mais perto de casa. O Carlos Pinho conhece bem a quase totalidade dos jogadores pois já os orientou no passado e isso foi a grande vantagem para a sua escolha.

PLR: Já foi há dias apresentado o plantel do S. C. Beira-mar. Há novidades?
PB: O plantel base será composto por 12/13 jogadores ao qual acrescerão 3 veteranos para cobrir algumas falhas temporárias causadas por lesões, castigos ou mesmo motivos profissionais, bem como tornar os treinos semanais mais competitivos. Além dos nomes referidos publicamente, estamos em conversações muito avançadas com mais 4 jogadores de campo e 1 guarda-redes, que oportunamente serão apresentadas como plantel.

PLR: Quais são os objetivos do S. C. Beira-mar a médio longo prazo e para a presente época 2014/2015?
PB: Dada a forte restrição financeira motivada pela conjuntura económica será difícil perspetivar no curto prazo grandes anseios para participar p.e. numa 2ª divisão com classificações para lugares de topo. Em Aveiro o apoio municipal ao desporto de competição é reduzidíssimo (ao contrário de potenciais clubes rivais) e a modalidade está longe de ser a mais acarinhada no concelho para potenciar apoios e patrocínios de empresas. Isto apesar de sermos a capital de distrito da 3ª associação de patinagem no país em número de atletas e provas competitivas… Temos, todavia, equipa para nos batermos pela vitória em todos os jogos em que participarmos na próxima época 2014/2015. Esse é o único e principal objetivo: lutar sempre pela vitória e dignificar o nome do clube nos jogos em que participar.

PLR: Quando vai começar a pré-época do S. C. Beira-mar?
PB: Está previsto começar no final do mês de Agosto para que possamos realizar alguns jogos de preparação ainda antes do início do campeonato, preparar da melhor forma a nossa participação no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão Nacional.

PLR: O que pensa do modelo dos quadros competitivos do hóquei nacional?
PB: Ao nível sénior e da 3ª divisão será desejável dividir sempre a prova em 4 regiões permitindo diminuir as deslocações e assim aparecerem mas equipas (e mais atletas). Ao nível dos juniores entendo que deveria existir um campeonato nacional com duas divisões, embora com a distribuição efetuada em cada época e a partir dos resultados dos regionais, dispensando provas como as Taças regionais. Se virem, isto é o que acontece há muitos anos no andebol e basquetebol. Ao nível de infantis defendo um esquema adaptado ao que existe nos escolares permitindo a obrigatoriedade de todos os atletas jogarem e penalizando quem não se apresentar com a equipa completa.

PLR: O S. C. Beira-mar vai apostar na formação?
PB: Não está prevista essa aposta para curto prazo até por impossibilidades físicas da mesma. Existem 2 clubes no concelho que têm trabalhado muito bem a formação nos últimos anos e com a qual pretendemos vir a cooperar no futuro. Ao invés, antevejo a hipótese de virmos a ter, dentro de 2/3 anos uma equipa de seniores feminina, adotando o mesmo modelo que o masculino. Sou um forte defensor do hóquei feminino, tendo inclusive sido um dos primeiros treinadores de atletas femininas na década de 90 então ao serviço da Casa do Beirão Serrano em Aveiro. O futuro do hóquei para o olimpismo e crescimento interno passa por esta variante.